O comerciante TNM, 53, foi assaltado na manhã de ontem ao chegar em casa no Jardim Francano. Ele tinha acabado de sacar R$ 8 mil que seriam usados para pagar os salários dos funcionários da empresa para a qual presta serviço. O comerciante afirma ter sido ameaçado com uma pistola e teve o braço quebrado durante a ação dos bandidos. Este foi o 14º ataque a vítimas saídas de agências bancárias ocorrido este ano em Franca. (leia mais em texto de apoio)
Segundo TNM, o assalto foi rápido - cerca de 15 segundos - e surpreendente. E bastante violento. A vítima foi derrubada, quebrou o braço devido ao peso da moto, que caiu sobre seu corpo, e teve a cabeça pisada por um dos marginais que ainda colocou a pistola dentro de seu capacete para ameaçá-lo. "Eles apareceram do nada no exato momento em que parei a moto na porta de casa. Fui derrubado e um dos ladrões colocou a arma dentro do meu capacete, junto à minha cabeça, enquanto o outro gritava: `o dinheiro, o dinheiro; atira, atira`. Buscaram direto no bolso onde o dinheiro estava guardado", lembrou o comerciante ainda assustado. Os assaltantes fugiram em seguida, cada um em uma moto.
Somente após a saída dos ladrões, TNM se deu conta que seu braço estava quebrado na altura do pulso. Os assaltantes ainda teriam pisado propositalmente no outro braço. A polícia foi chamada e o comerciante levado ao Pronto-Socorro "Dr. Janjão" e à Santa Casa.
"Como eles estavam usando capacetes, não foi possível passar nenhuma característica dos assaltantes", afirmou TNM à polícia. O caso foi encaminhado ao 1º Distrito Policial e, de acordo com o delegado Luís Carlos da Silva, ainda não há pistas dos ladrões. A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca também deve investigar o caso.
<b>SEM CHANCE</b>
TNM contou à polícia que parte de seu trabalho é ir a diversos bancos para fazer depósitos, saques e pagamentos. Está acostumado ao serviço e por isso toma uma série de precauções para evitar roubos. "Raramente faço saques de valores tão altos. Vou cada dia em uma agência e em horários diferentes. Na fila, sempre estou alerta. Depois de retirar o dinheiro, esperei uns dez minutos observando o movimento e prestei atenção na hora de sair (da agência). Antes de parar na porta de casa, verifiquei se havia alguém atrás de mim", disse o comerciante.
O caso foi repassado à DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Não há pistas dos assaltantes.
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