Cantor admitiu em rede de TV ter convivido com a doença


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O cantor Michael Jackson, que morreu no dia 25 de junho aos 50 anos, é afrodescendente, mas chegou ao fim de sua vida com a pele totalmente branca. O rei do pop teria sido vítima de vitiligo no início da década de 90. Foi neste período que o astro declarou durante uma entrevista à apresentadora Oprah Winfrey que ficou branco porque tinha uma doença de pele, que depois foi confirmada por seu dermatologista como sendo vitiligo. A doença se alastrou pelo corpo do astro, deixando a pele negra marcada por muitas manchas esbranquiçadas. Nestas condições, costuma-se mudar o tratamento e no lugar de tentar eliminar as manchas brancas, usa-se drogas para clarear a parte intacta, ou seja, que ainda está na cor natural. Isso pode ser feito de duas maneiras: tratamento com laser ou aplicando-se uma substância química usada na revelação de fotos, a hidroquinona. Especula-se que Michael tenha aderido à essa segunda opção. A hidroquinona é líquida e ao ser aplicada sobre a pele, mata os melanócitos, destruindo a capacidade do corpo de produzir melanina. Sem o pigmento, a pessoa fica branca. “Especulou-se muito a respeito, mas provavelmente foi isso que ele fez. Ao passar em cima das manchas escuras, da parte negra, a substância vai tirando o pigmento, clareando a pele”, disse o dermatologista Aldo Fantini Neto. Sem a melanina, o organismo fica desprotegido, o que justifica o temor do cantor com a exposição ao sol. As aparições de Michael Jackson sempre eram com luvas, roupas fechadas, óculos escuros e sombrinhas, além da maquiagem. “A pele dele sem melanócito virou uma bomba-relógio para ter tumor”, disse Fantini.

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