O pedreiro Silvano Prata Campos, 27, preso na tarde de terça-feira saiu ontem à tarde da cadeia. Ele tinha contra si um mandado de prisão. Seu irmão, Luciano Prata Campos, 34, confessou ter usado seu nome quando foi preso em 2006 após uma tentativa de roubo. Depois, ainda com o nome falso, ele foi julgado e condenado, antes de fugir da penitenciária de Avaré.
Ontem a Justiça concedeu alvará de soltura a Silvano. Sua advogada convenceu o juiz da versão apresentada ao delegado do 4º DP um dia antes. Fotos e a impressão digital do verdadeiro responsável pelo roubo, tiradas no dia da prisão, foram comparadas com as de Silvano. Ao final, após o pedreiro ter passado 24 horas atrás das grades, ficou constatado o equívoco.
Ele foi preso na manhã da última terça-feira quando seguia para o trabalho. Silvano foi parado em uma blitz da Polícia Militar na Avenida Santa Cruz e ao apresentar seus documentos foi surpreendido com a informação de que era foragido da Justiça. O pedreiro foi levado ao 4º DP. Lá revelou ter um irmão que já havia sido preso e indicou onde Luciano poderia ser encontrado.
A PM o prendeu na Vila São Sebastião e diante do delegado Daniel Radaeli, Luciano admitiu ter usado o nome de Silvano para ter sua pena aliviada. Ele já não tinha "ficha limpa": soma seis condenações e 19 anos de prisão a cumprir, além de ter fugido da cadeia de Ribeirão Preto. Nem Silvano nem sua advogada, Carla Resende, foram encontrados pelo Comércio para comentar o caso.
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