Para a Polícia Civil de Franca, o comerciante de calçados Alexandre Maia de Matos, 32 anos, executado com cinco tiros no fim do ano passado, foi vítima de uma trama e morto por pistoleiros de aluguel. Sua morte teria sido contratada pelo valor de R$ 5 mil. Os veículos usados pelos autores do homicídio já foram encontrados. Pelo menos um dos suspeitos também está identificado. Matos foi assassinado em sua casa, no Bairro São Joaquim, na noite do último 30 de dezembro.
Os agentes da Divisão de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) acreditam que deram um passo importante para o esclarecimento da morte do comerciante Alexandre Maia de Matos, conhecido como “cachorrão”. Segundo a polícia, os dois veículos usados pelos assassinos foram identificados. Na noite do crime, dois suspeitos numa moto foram vistos conversando com um terceiro homem perto da casa da vítima.
Os investigadores apuraram que o trio estava tramando a morte do comerciante. “Algumas informações chegaram dias depois do crime, mesmo com elas não conseguimos montar o quebra-cabeça do caso porque faltava uma peça importantíssima, a qual só tivemos acesso no fim de semana passado. Essa informação abriu um novo caminho na investigação”, disse Márcio Murari, sem revelar que “peça” seria esta.
Para polícia, “cachorrão” teve a morte encomendada. Durante os sete meses de investigações sobre o caso, os agentes da Divisão de Homicídios descobriram como foi o encontro entre mandante e os pistoleiros a poucos metros da casa do comerciante. “Foi utilizada uma moto e um carro. Três pessoas, duas na moto e uma no veículo, se encontraram momentos antes do crime. O homem do carro passou as instruções para os indivíduos da motocicleta.
Eles foram até a casa de Alexandre e o executaram”, disse Murari
As investigações apontam para execução premeditada. Os dois indivíduos, segundo a polícia, teriam chamado Alexandre na porta de casa. Ao sair, o comerciante levou cinco tiros de uma pistola calibre 9mm de uso exclusivo das forças armadas. Na noite do crime, vizinhos disseram que não escutaram nenhum barulho, o que leva a crer que a arma poderia ter um silenciador.
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Ainda segundo as investigações, o comerciante teria sido executado por pistoleiros de aluguel. “Existe uma informação de pagamento. Não vamos revelar como foi feito o acerto. Os dois assassinos podem ter sido contratados para matar Alexandre”, disse Murari. O delegado não revela qual seria o motivo do crime (leia mais em texto de apoio).
A reportagem do Comércio apurou que o pagamento ao qual o delegado se refere seria de R$ R$ 5 mil entregues aos dois assassinos alguns dias depois da morte do comerciante. Como nenhum suspeito foi preso, a polícia não quer revelar mais detalhes do crime com medo de atrapalhar as investigações, mas espera ter o assassinato esclarecido até a próxima semana.
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