Durante anos, o sucesso do vestibulando residiu entre o número de horas dedicadas ao estudo e o treinamento de respostas, memorização de fórmulas, da tabela periódica e das inúmeras leis da física. Hoje, o cenário mudou: os vestibulares exigem muito mais dos candidatos. Desejam saber se os mesmos compartilham informações de diferentes áreas, argumentam com propriedade sobre temas da atualidade, conseguem compreender o mundo em que vivem e apresentam propostas de intervenção para problemas de ordem social e econômica, que afetem a sociedade.
O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), consagrado pelo sistema nacional de avaliação educacional, veio para ficar. Antes, tido como um exame voluntário, agora passa a ter um caráter obrigatório para o ingresso em mais de 40 universidades federais. Para tanto, a prova sofrerá modificações, passando a ter 180 questões (ante 63 do último Enem) e uma redação.
Com as mudanças, não só no Enem, mas também na Fuvest e Unesp, os sistemas de ensino e as escolas reformularão o ensino médio dando ênfase às competências e habilidades cobradas e fortalecerão o vínculo entre a teoria e a prática, o que é considerado necessário por grande parte dos educadores. O ensino será mais contextualizado, os temas atuais estarão presentes e os alunos serão convidados a debater, analisar os problemas do mundo e também a buscar soluções para os mesmos.
Não há motivos para preocupação e insegurança dos estudantes dedicados. O aluno com uma formação sólida, equilibrado emocionalmente e apoiado pela família, certamente encarará as mudanças como algo desafiador. Cabe aos pais, portanto, certificar-se de que o filho esteja em uma escola que invista na atualização de professores, em um bom material didático e que se preocupe em manter um diálogo constante com a família. Sendo assim, basta aguardar o `gran finale`. a aprovação na tão sonhada universidade.
Camila Beghelli Schirato
Professora e integrante do Conselho de Leitores do GCN
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