Irmão usa nome de pedreiro há três anos


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<b>NAS GARRAS DA LEI</b> - Luciano é visto enquanto é conduzido por policial do 4º Distrito Policial na tarde de ontem
<b>NAS GARRAS DA LEI</b> - Luciano é visto enquanto é conduzido por policial do 4º Distrito Policial na tarde de ontem
O pedreiro Silvano Prata Campos, 27, acordou cedo na manhã de ontem e, como faz todos os dias, foi para o trabalho. Morador na Vila Aparecida, casado e pai de uma criança de 3 anos, ele seguiu em sua moto pela Avenida Santa Cruz quando foi parado em uma blitz da Polícia Militar. Naturalmente, sacou os documentos da carteira e entregou aos policiais. Minutos depois foi surpreendido ao receber voz de prisão. A explicação pela detenção: a PM constatou em uma consulta ao sistema da Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo) que o pedreiro era foragido da penitenciária de Avaré (SP), onde cumpria pena por tentativa de assalto. Silvano, no entanto, afirma jamais ter sido interno de qualquer instituição prisional. Ele informou que sua única ligação com a Justiça seria o irmão, Luciano Prata Campos, 34. O rapaz já havia estado preso e, na manhã de ontem, se encontrava em Franca, em uma casa na Vila São Sebastião. Após nova pesquisa à Prodesp, os policias descobriram que contra Luciano também havia um mandado de prisão. Ele seria foragido de uma unidade prisional de Ribeirão Preto. Segundo a polícia, pesam sobre ele seis condenações por roubo, perfazendo um total de 19 anos de cadeia a cumprir. A localização de Luciano pela PM também aconteceu pela manhã. O acusado foi levado para o 4º Distrito Policial, onde confessou ter usado o nome do irmão Silvano ao ser flagrado quando tentava roubar o veículo de um casal em junho de 2006, em uma rua próxima ao Castelinho - crime pelo qual Silvano é hoje condenado. O motivo, segundo ele, é que o irmão tinha a "ficha limpa" o que aliviaria sua pena. Surpreso com a confissão de Luciano, o delegado Daniel Radaelli registrou um Boletim de Ocorrência de falsidade ideológica e iniciou diligências para verificar o que teria realmente acontecido no dia do flagrante da tentativa de roubo em 2006. "Pedimos a legitimação (processo de comparação de impressões digitais para comprovar identidade) e estamos aguardando o resultado. Ao mesmo tempo encaminhamos o caso para ser avaliado pelo juiz da Vara de Execuções Criminais", disse Radaelli (leia mais em texto de apoio). Enquanto o juiz não se pronuncia sobre o caso, os irmãos foram levados à cadeia pública do Jardim Guanabara. "O fato é que há dois mandados de prisão contra dois indivíduos distintos que temos que cumprir", concluiu o delegado Radaelli.

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