O lado bom da crise


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CRISE E OPORTUNIDADE - Cartaz mostra preço de tomate em mercado de Franca: com a crise, produtos como alimentos, eletrodomésticos e carros têm apresentado redução de preço
CRISE E OPORTUNIDADE - Cartaz mostra preço de tomate em mercado de Franca: com a crise, produtos como alimentos, eletrodomésticos e carros têm apresentado redução de preço
Imagine comprar um refrigerador com descontos de R$ 240 ou ainda economizar R$ 2,8 mil na compra de um carro novo. Em tempos de turbulência financeira, como os atuais, essa possibilidade estaria vetada, mas nos últimos três meses a situação tem sido outra. A crise econômica reduziu os preços e acelerou as vendas de automotores, viagens internacionais, eletrodomésticos e alimentos como arroz, feijão, leite e óleo. No varejo, a crise pressionou o governo a reduzir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e, consequentemente, os preços dos produtos, o que estimulou o consumidor a adquirir novos bens. Para o gerente da Lojas Xavier no Centro, Flávio Pacheco, foi como uma luz no fim do túnel. “Estávamos num momento de preocupação e, sem esperar, houve essa redução que salvou o nosso faturamento”. Com a redução do imposto, uma máquina de lavar que em outubro do ano passado era vendida por R$ 1099 agora é comercializada hoje por R$ 899. “A procura por produtos da linha branca nos surpreendeu. Ficamos sem produtos no estoque a ponto de fazermos vendas por encomenda”, disse o gerente. <b>Ouça abaixo o gerente da Lojas Xavier:</b> <embed src="http://media.entertonement.com/embed/PlayerText.swf" id="1_00daadb4_81ca_11de_afbc_0015c5f4d265" name="PlayerText" flashvars="auto_play=0&clip_pid=kztptkjvnx&id=1_00daadb4_81ca_11de_afbc_0015c5f4d265&meta_url=http%3A%2F%2Fwww.entertonement.com%2Fclips%2Fkztptkjvnx.query%3Fimage_size%3Dflash" width="304" height="30" style="float: left; margin-right: 10px;" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="false"></embed><a target="_blank" href="http://www.entertonement.com/clips/kztptkjvnx--18586"><img alt="Blank" border="0" height="0" src="http://www.entertonement.com/widgets/img/clip/kztptkjvnx/1/1_00daadb4_81ca_11de_afbc_0015c5f4d265/blank.gif" style="visibility: hidden; width: 0px; height: 0px; margin:0; padding:0; float:right" width="0" /></a> <i>*Se não conseguir ouvir o áudio, clique <a target="_blank" href=" http://www.entertonement.com/clips/kztptkjvnx--18586"><u>aqui</u></i></a>. Movimento semelhante ocorreu nos setores automobilístico, também beneficiado pela queda do IPI, e de motocicletas, que sofreu redução de Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). Dessa forma, quem esperava pela oportunidade de adquirir um carro ou moto nova conseguiu, em plena crise, descontos de até 7% no caso dos veículos 1.0. Nas motos, os descontos são na faixa de 3%, algo em torno de R$ 150 a R$ 200. Para as donas de casa, o lado bom da crise ocorreu nos supermercados. Um estudo comparativo no valor da cesta básica de setembro de 2008 com o último levantamento feito pelo Ipes (Instituto de Pesquisa Econômicas e Sociais), do Uni-Facef, em julho, mostra uma diferença de 2,5% no preço final. O percentual é equivale a R$ 4,45 a mais no bolso do consumidor. “As empresas começaram a perceber que era necessário se tornarem mais eficientes e reduzir os custos, caso contrário os produtos ficariam encalhados”, disse o gerente do Savegnago da Rua Saldanha Marinho, Vicente Perazzini Neto. Professor de economia do Uni-Facef, Hélio Braga, diz que a crise proporciona ao empresariado momentos de reflexão e de organização interna. Com isso a gestão, os custos e as estratégias são revistas e uma série de procedimentos adotados no intuito de fazer o produto circular. “Um dos benefícios pode ser a redução do preço, pois a concorrência neste período também se tornar maior”. Já no setor de automotores e eletrodomésticos, a isenção tributária ocorreu por uma decisão política. “A população está com série de vantagens, porém é necessário cautela. Ao invés de comprar, as pessoas precisam negociar e saber se há essa possibilidade dentro do orçamento”, disse Hélio. Com o orçamento organizado, a crise proporciona até uma viagem internacional mais em conta. Na Nena Viagens um pacote para Cancún no México, com sete noites, que antes (no auge da crise) custava US$ 1,3 mil pode ser adquirido atualmente por US$ 800. “No começo a crise encareceu o dólar, mas aos poucos a moeda voltou a cair e chegar a patamares parecidos com o período antes da crise”, disse o gerente da agência, Gustavo Hecker de Souza.

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