A arte de servir bem


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<b>CRESCIMENTO</B> - Alessandro Breda, 21, trabalha na churrascaria Zebu e conta estar na área desde os 17 anos: ele estuda inglês e sonha com vaga no exterior.
<b>CRESCIMENTO</B> - Alessandro Breda, 21, trabalha na churrascaria Zebu e conta estar na área desde os 17 anos: ele estuda inglês e sonha com vaga no exterior.
No cenário musical ele sempre é lembrado em canções de desabafo. Durante o trabalho vive sendo chamado de amigo, companheiro e até chefe. Para quem está desempregado o serviço de garçom pode tornar-se um "bico" e no caso de jovens que procuram o primeiro emprego, a porta de entrada para o mercado de trabalho. Profissão que remete à Antiguidade, a função de garçom tem sido cada vez mais valorizada. Candidatos ao cargo precisam se profissionalizar em atendimento, conhecer todo o cardápio, a composição dos pratos e saber inclusive quem projetou e decorou a casa onde trabalha. "Garçom não é mais uma profissão secundária. Como o cliente busca um bom atendimento, o garçom passou a ser reconhecido. Ele é o primeiro contato do cliente com a casa, por isso precisa ser bem treinado, alegre e comunicativo", disse o professor e coordenador do curso de pós-graduação em gastronomia da Unifran (Universidade de Franca), Fernando Dagoberto Pereira. Ágil e pronto para atender qualquer pedido, o profissional deve ter disponibilidade de horário, ser educado, ter boa apresentação pessoal, postura, simpatia e facilidade na comunicação. Muitas vezes o contato com o cliente é tão próximo que não é raro casos de garçons que fizeram amigos no ambiente de trabalho. Isaías Silva Oliveira, 30, mais conhecido como "Gibi" do Boteco do Lu, é um deles. Ele trabalha como garçom profissional há oito anos e coleciona inúmeras amizades feitas no bar. Trabalhando de terça a domingo, "Gibi" confessa que já tentou outros empregos, mas não consegue ficar parado e fechado em locais de trabalho "Gosto da noite e do dinamismo da profissão. A gente se distrai enquanto trabalha. Além disso sou bem comunicativo", disse. Oliveira já fez quatro cursos de qualificação em atendimento e dá a dica: "Um bom garçom precisa sempre estar sorridente. Mesmo que o cliente saia com sua mulher, sorria para ele", brinca. Para seu colega de profissão, o garçom Rodrigo Parizoti, 21, natural do Paraná e há um mês na Churrascaria Zebu, também é necessário etiqueta e higiene. "Um garçom precisa estar sempre bem vestido, com a barba feita e as unhas cortadas. É inaceitável um garçom cabeludo, barbudo e com anéis". Sobre as diferenças entre os locais de trabalho (buffet, choperia, lanchonete ou restaurante), Parizoti defende seu emprego. "Gosto mais de restaurante. É mais tranquilo. A choperia é mais agitada". Alessandro Breda, 21, começou trabalhar como garçom aos 17 anos e sabe muito bem que essa é uma das profissões que dá oportunidade de entrar no mercado de trabalhar. "É a porta de entrada, depois é só ter agilidade, boa conversa, jogo de cintura e ir se aperfeiçoamento. Já fiz curso de vinho e atualmente estudo inglês. Quero trabalhar no exterior". Empresário da noite, Luciano Carvalho, o Lu, diz que educação, simpatia e força de vontade são essenciais para quem deseja começar na área. "Garçom é o primeiro trabalho de muitos jovens. E para ver há vocação, bastar ver se ele tem afinidade com o cliente". Nos três empreendimentos de Luciano trabalham 15 profissionais. Para festas e eventos particulares, Luciano chegar a contratar até 20 garçons extras. Sinal de que campo há, basta querer e saber trabalhar. "Um bom garçom com domínio de outra língua, treinado, alegre e comunicativo tem grandes chances de fazer carreira e se tornar um maitre ou um somelier", disse o professor universitário Fernando Dagoberto.

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