Atuante como Coordenadora do SGQ (Sistema de Gestão da Qualidade) da empresa onde trabalho, vivenciando todas as dificuldades em prol da manutenção do sistema, eu concordo no que diz respeito a má interpretação referente aos SGQ`s de uma forma em geral. É fato que ter ou não ter um sistema certificado é uma questão de estratégia de cada negocio, onde o mercado calçadista não vê isso como um diferencial (questiona-se o custo da manutenção do sistema), diferente da indústria química, automobilística etc, ou empresas que mantêm o pensamento voltado para a qualidade, onde o nível de exigência é incrivelmente maior. Falando da ISO 9000, em sua essência, é norma que visa estabelecer critérios para um adequado gerenciamento do negócio, tendo como foco principal a satisfação do cliente e consumidor. Me assusta saber que negócios, como os do ramo principal da nossa cidade, não se preocupem ou não dêem a devida atenção a manter padrões de qualidade, como é proposto de forma normativa. Hoje, é exigência do mercado da empresa para a qual trabalho, ter ISO. Simplesmente não se vende, caso não tenhamos o certificação, mas vale a pena lembrar que outros segmentos de mercado, também adotam a ISO como (recurso) de marketing, outras implantam porque enxergam grande possibilidade de reduzir custos internos. (Afinal), qual ramo de negócio não visa isso? O mais complicado, na manutenção do SGQ, é a "ressaca" que as empresas certificadas enfrentam. Passa o tempo e a energia inicial esfria. É exatamente ai que está o grande desafio dos escritórios da qualidade e seus auditores: a mudança cultural. Mas é recompensador. Vale a pena ter ISO. (A leitora se manifesta sobre texto do colunista Zdenek Pracuch, disponível para leitura em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=45922)
Vanessa Ravanhani
Franca - SP
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