Enquanto a Prefeitura consegue economizar com a manipulação de medicamentos, enfrenta outra situação onerosa na pasta da Saúde. Até junho deste ano, foram movidas 139 novas ações judiciais contra o município para compra de remédios. Somando com as dos anos anteriores, são 855 processos.
Se o ritmo se mantiver nos próximos meses, o secretário municipal de Saúde, Alexandre Ferreira, estima que os gastos chegarão a R$ 7 milhões até o fim deste ano. Em 2008, foram pagos R$ 3,9 milhões em ações. “Todos os dias chegam processos aqui no gabinete. Na maioria dos casos, os medicamentos são oferecidos na rede pública, mas a pessoa exige determinada marca. Se continuar neste ritmo, vão faltar recursos para comprar outros remédios para a população”.
Na lista das solicitações há medicação para trombose, doenças pulmonares, derrame, câncer, depressão, além de aparelhos, como cadeiras de rodas, muletas e próteses. Os produtos podem custar de R$ 10 a R$ 20 mil. “Temos 48 horas para cumprir as ações, o que inviabiliza uma licitação e uma compra mais barata dos remédios. Tem medicamentos que custam R$ 10 se comprados separadamente e que na rede pública conseguimos adquirir por R$ 0,06 no processo licitatório”.
Na tentativa de reduzir as despesas com as ações judiciais, o secretário de Saúde pede para os usuários procurarem a Secretaria de Saúde antes de moverem processos na Justiça contra a Prefeitura. “Podemos analisar as opções disponíveis na Secretaria de Saúde e, se não tivermos o remédio, estudaremos como resolver a situação”.
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