A população de Franca voltou seus olhos na última quarta-feira para o Complexo do Aeroporto e acompanhou uma ocorrência policial diferente. Por volta do meio-dia, o menino Lucas Henrique Liduário, 6, ligou para o telefone 190 da polícia e contou que a mãe havia desmaiado (ela tem cisticercose e costuma desmaiar) e que ele estava preso em casa com o irmão, um bebê de apenas 9 meses.
Foi com ansiedade que a Rádio Difusora e o Comércio acompanharam a aflição dos policiais durante mais de 20 minutos, tempo que levou a procura pelo local onde as crianças choravam assustadas. Até então não se conhecia o real estado de saúde da mãe do menino.
No Copom (Centro Operacional da Polícia Militar), a soldado Claudia recebeu a ligação de Lucas e contou que o menino não sabia dizer qual era a rua de sua casa. A única pista que a polícia tinha era o bairro onde ele morava: Jardim Aeroporto III.
Enquanto a policial falava com a criança, viaturas da PM foram mobilizadas para vasculhar o bairro e tentar encontrar o endereço. Só que as buscas não davam em nada.
Ao mesmo tempo em que procuravam tirar o máximo de informações sobre a localização de Lucas, a todo instante os policiais do Copom tranquilizavam o menino e perguntavam sobre a saúde da mãe dele.
Percebendo a dificuldade, o sargento Benassi também passou a conversar com Lucas e descobriu dados sobre a mãe e o irmão do garoto. As informações foram checadas junto à operadora do celular no qual Lucas falava, o que não deu em nada. A polícia então procurou detalhes da família na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Aeroporto, onde no cadastro de pacientes encontrou o endereço do garoto, colocando fim à agonia.
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