‘A vida sorri em Xangai”. Assim o gerente de marketing da Sândalo, Téti Brigagão, descreveu a viagem de negócios que fez para a China em meados de junho deste ano. Ele saiu de Franca rumo à capital chinesa Pequim para assinar pessoalmente um o contrato para exportação de calçados e deu uma esticadinha para ver vitrines em Xangai.
Entre as curiosidades descritas pelo empresário estão a “suspeita” culinária local, a dificuldade de ser entendido - mesmo sendo fluente em inglês, francês e alemão - e o fuso horário de 11 horas à frente do Brasil. “Nunca vivi uma diferença tão absurda. Quando você pensa em dormir, as pessoas estão acordando no Brasil. Esse desencontro é muito maluco!”, afirmou Téti.
A agenda de negócios e a grande distância entre Brasil e China - foram praticamente três dias em voos e ônibus - reduziu os nove dias de viagem do francano a apenas dois dias livres para pequenas aventuras culturais.
Seu primeiro dia em solo chinês foi inteiramente dedicado à assinatura do contrato. Das 9 às 16 horas, o empresário ficou fechado em salas de reuniões. “Nosso cliente é ligado ao Governo.
Foi tudo muito seco e burocrático. E no final ainda me pediram para presentear os chefes de Estado. No dia seguinte, fui ao consulado e eles me disseram que lá as coisas são assim mesmo. Os presentes seriam uma espécie de costume local”, contou ele.
Contrato fechado, Téti ainda deu uma voltinha em Pequim e visitou a Cidade Proibida (conjunto de prédios que serviram por mais de 500 anos como residência do imperador e do seu pessoal doméstico, sendo o centro cerimonial e político do governo chinês).
Mas os passeios começaram para valer no dia seguinte, quando o empresário embarcou em um voo doméstico para Xangai pela Air China. Lá passou o dia vendo vitrines, observando lojas e sapatos. “Combinei com um amigo meu que mora lá e depois de bater perna o dia inteiro fomos jantar. Mas não passamos do bar. Um lugar transado onde a cerveja custa R$ 6”, lembrou.
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O único “senão” da viagem, de acordo com Téti, foram as medidas adotadas pelo Governo da China contra a gripe suína. “No aeroporto, você tem que passar por uma espécie de guichê para inspeção. No voo entre Pequim e Xangai foi ainda pior. Ainda no avião, entraram uns homens vestidos de branco e com máscaras que miravam nas cabeças das pessoas com um termômetro a laser para conferir se havia alguém com febre. Foi chocante”, revelou.
Logo depois Téti fez o caminho de volta. Segundo ele, a viagem é longa e cansativa, mas vale a pena para quem tem R$ 4.350 para investir na passagem de ida e volta para Pequim pela Air Emirates. Já o tíquete da capital chinesa para Xangai custa R$ 800 e o trajeto é feito em duas horas.
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