Realidade é dura para menos abastados


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Na terça-feira passada, quando Tiago Slonik venceu a primeira das duas finais que levou no festival de tênis de Franca, a sensação do paranaense radicado em Itajaí (SC) era de estar voltando à forma física e ao nível técnico que o colocou no ranking da ATP no ano passado. Slonik passou alguns meses se recuperando de um rompimento dos ligamentos do tornozelo, o que o impediu de defender os dois pontos conquistados na primeira semana de julho de 2008. As regras do tênis são assim para os profissionais: se ganhou dois pontos em um torneio, como Slonik, deverá defendê-los na mesma semana do ano seguinte, caso contrário os perderá. Para o jogador, prestes a voltar para a ala dos profissionais, o tênis já é o ganha-pão oficial. Treina em um ritmo próximo de nove horas por dia. Se continuar, estará no auge daqui a quatro ou cinco anos. Se não obtiver o desenvolvimento necessário até lá, sabe que dificilmente chegará a disputar grandes torneios. “A idade plena do jogador no Brasil é por volta dos 23, 24 anos. Na Rússia é bem antes, com 21, 22 anos.” Diego Silveira Silva, 15, fez jogo final com Slonik e vive outra realidade no tênis. Filho de pai aposentado, ele trabalha na Francana. Não revelou quanto ganha, mas gasta seu salário para comprar bolinhas, tênis e dar um trato na raquete de R$ 600 que ganhou de um promotor de Justiça da cidade. “Para disputar campeonatos é preciso ter dinheiro, porque tudo custa muito caro”, contou o jovem.

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