Vereadores tentam explicar baixa produtividade


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<b>INCOMODADO</b> - Paulo Zamikhowsky conversa com Paulo Afonso durante a sessão de ontem. Vereador disse que “ficou triste com a reportagem do Comércio”
<b>INCOMODADO</b> - Paulo Zamikhowsky conversa com Paulo Afonso durante a sessão de ontem. Vereador disse que “ficou triste com a reportagem do Comércio”
Na sessão que teve apenas um projeto de lei aprovado - dos quatro que estavam na pauta -, boa parte dos parlamentares destinou um tempo do discurso para comentar a matéria publicada pelo Comércio no último domingo. A reportagem revelou que dos 104 projetos de lei aprovados entre 6 de janeiro e 14 de julho, 68 foram apresentados pelo Executivo - o que representa quase 70% dos trabalhos. As 36 matérias restantes são de autoria dos vereadores, mas a maioria se dedica a dar nomes a ruas, creches, praças, além de declarar associações esportivas de utilidade pública. Estreantes na política, Otávio Pinheiro (PTB) e Paulo Zamikhowsky (PSB) chegaram a ler a quantidade de indicações, requerimentos, projetos e iniciativas que apresentaram em seis meses. O primeiro a tocar no assunto foi o pastor Otávio Pinheiro. O vereador fez uma espécie de prestação de contas na tribuna. “Fiz um levantamento do meu trabalho. Foram 229 indicações ao prefeito, 27 requerimentos e 14 moções”, explica. Depois, justificou o porquê de apresentar poucos projetos de lei - quatro no total. “Esbarramos na inconstitucionalidade e ilegalidade”. Em seguida, o vereador pediu à presidência da Câmara que ceda uma assessoria para estudar a legalidade dos projetos. Marcelo Valim (PSDB) aproveitou para relembrar um projeto de sua autoria. Lembrou que instituiu o Dia da Consciência Negra e gabou-se. “Tem coisas que mudam a vida das pessoas. Neste dia, se trabalhar, a pessoa recebe em dobro”, disse sem mencionar que o projeto foi aprovado há mais de 3 anos, em maio de 2006. Paulo Zamikhowsky (PSB) pareceu ser o mais inconformado com a situação. Assim como fez o pastor Otávio, leu seus projetos aprovados no primeiro semestre, falou sobre os requerimentos e indicações e, ainda, sobre as atividades que cumpre fora da Câmara enquanto vereador. “Tenho dignidade, recebo para isso e não estou aqui brincando”, desabafou. Último a falar, Vanderlei Tristão (PTB) disse que a Casa não tem que se preocupar com as críticas. “O legislativo em geral tem sido alvo de críticas (...). A imprensa está aí para colocar as coisas. Mas vamos tentar assimilar e continuar trabalhando”. <b>ORDEM DO DIA</b> Das quatro matérias que constavam na pauta da Câmara, ontem, três foram adiadas: a que prevê a criação de praças de alimentação para abrigar os informais; a que libera a entrada livre em eventos aos guardas municipais e a que autoriza a transmissão de documentos do legislativo por meio eletrônico. A Câmara aprovou o título de Cidadã Francana a Maria Inês Archetti, mulher do vice-prefeito Ary Balieiro (PTB), além de uma matéria do Executivo - que entrou em regime de urgência - autorizando convênio com o Estado para execução de projetos do meio ambiente.

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