40 anos depois


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Estamos em plena semana de comemoração dos 40 anos da ida do homem à Lua. A conquista que se originou de uma disputa entre EUA e Rússia pela supremacia mundial, certamente que gerou frutos para toda Humanidade. Embora ainda haja quem não acredite no fato, incontestavelmente, trouxe benefícios para todos. Novas tecnologias, novos produtos, novas oportunidades de pesquisa, além da confirmação de muitas teorias. Sem dúvida, a conquista da Lua foi um passo na escalada que a Humanidade fez em busca do conhecimento da sua origem, bem como, do encontro de novas civilizações. Quanto a este aspecto, muita gente pergunta: "se os mundos são habitados, por que a Lua não tem habitantes? O fato de não se ter encontrado o selenita (este nome origina-se da denominação que os gregos davam à Lua: selene) não significa que não haja habitantes ou que os outros planetas não sejam habitados. Em primeiro lugar, o Espiritismo nos ensina que há inúmeras formas de vida. Assim, não se pode considerar como vida apenas a que é conhecida na Terra, originada principalmente, do carbono e suas combinações. Há outros tipos de vida. As vidas espirituais, por exemplo. São aquelas que o Espírito desfruta em estado de semi-materialidade, no entanto, diferente da materialidade absoluta que vigora aqui na Terra. Por isso, a Lua pode ser habitada por espíritos em estágio evolutivo diferente do que é conhecido aqui no nosso planeta. Ainda, como nos informa o Espiritismo, os mundos podem ser catalogados em: primitivos, aqueles destinados às primeiras encarnações humanas; de expiações e provas, aqueles para onde se destinam os espíritos que têm o que expiar e que ainda precisam ser provados nas inúmeras experiências destinadas a aferir o grau evolutivo alcançado (a Terra está classificada nesta categoria, isto é, estamos apenas iniciando o processo evolutivo que nos compete realizar); regeneradores, que são os mundos destinados aos espíritos que já atingiram um melhor grau evolutivo e que necessitam de uma etapa de refazimento para a continuidade da jornada a ser realizada. Nossa Terra esta em transformação para esta categoria de mundo, daí porque tantas e profundas mutações estão em andamento no planeta. Há uma verdadeira efervescência de conquistas, de mudanças preparadoras do novo estágio que alcançaremos como humanidade. Há ainda, os mundo "felizes", aqueles mundos onde não há mais o mal. Os espíritos que aí habitam já não têm que passar por qualquer sofrimento. Apenas aprendem e executam as ordens que recebem de Deus. E finalmente, os mundos "divinos", destinados às últimas experiências que o espírito precisa conquistar no campo da Sabedoria e do Amor. Já purificados - portanto, não mais sujeitos a reencarnarem, estes espíritos integram as falanges que, em nome de Deus, `administram` o Universo. Como podemos verificar, já que estamos no segundo degrau da escala evolutiva, muito nos resta reconquistar. No entanto, ao contrário de ser motivo de desânimo, essa distância nos deve servir de motivação. Pois, se aqui no segundo degrau já temos tantas maravilhas, o que nos aguarda nesta imensa caminhada em busca da perfeição? Felipe Salomão Bacharel em Ciências Sociais e membro do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN)

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