Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Mas que tristeza. Em 2010 haverá carnaval, eleições e sabe Deus o que mais. Não tenho um fusca, não sou flamengo e nem tenho uma nêga chamada Tereza. Também não concentro renda, poder ou calorias. Me ocorre que seria melhor cortar cana em Cuba a ser feita de palhaça pelo Planalto.
Desde 1988, vivemos duas revoluções em favor do desarmamento. Uma que redundou na vitória do povo contra o cabresto a ser imposto pelo poder instituído através de plebiscito e outra que não pode ser resistida. A que não pode ser vencida é a que não exige que a população se dirija até ao local de votação e opte pelo sim ou não ao desarmamento. O cidadão brasileiro está completamente desarmado nas antesalas dos Postos de Atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde), nas filas dos bancos públicos ou privados, nos Procons, nas horas de espera para atendimento quando tem um problema com a telefonia, quando compra um produto e ninguém se responsabiliza por ele na prática.
O Brasil esbanja propaganda de proteção aos direitos dos cidadãos, sem nenhum efeito prático. Desarmam-nos de todas as formas. A mais perigosa e perniciosa de todas é a que terceiriza responsabilidades. O Duda Mendonça, através de sua empresa de propaganda, recebeu esse ano mais de R$ 16 milhões do Ministério da Saúde. A empresa dele está sendo processada por participar do esquema do mensalão desde 2005.
Outra empresa denominada `Sibemol Promoções e Eventos`, de propriedade de um Raphael Brandão, recebe milhões de reais da Petrobras para a realização de projetos no Rio de Janeiro, e declara à Receita Federal um endereço onde funciona um canil com 60 cachorros. Essa notícia foi veiculada no jornal O Globo, de 20 de julho. Reinaldo Azevedo, colunista da Veja, divulga em seu blog informações que dão conta de que em 2007, o Raphael de Almeida Brandão foi aprovado num concurso da Petrobras para `administrador júnior`.
Vejam como ele é eclético: suas empresas cuidam de fazer cartilha sobre meio ambiente; fazer bufê em obras de terraplenagem; fazer dicionário sobre personalidades históricas; fazer design ecológico em produtos sociais (confira em http://veja.abril. com.br/blog/reinaldo/). Ou é muita sorte; ou os indivíduos são homônimos; ou isso não passa de `operação laranja`, cujo fim é desviar mais dinheiro da estatal do petróleo. E não é só. A Inglaterra enviou, dias atrás, 64 contêineres de lixo tóxico para o Brasil.
Dizem as más línguas que o proprietário da empresa inglesa que enviou o lixo para o Brasil é brasileiro. No site Globo.com, está a seguinte informação: `O que chamou a atenção é que em um dos contêineres havia um tonel com brinquedos onde estava escrito: `Por favor: entregue esses brinquedos para as crianças pobres do Brasil. Lavar antes de usar``.
Vamos ter de mudar as cores de nossa bandeira para acrescentar mais uma: laranja. Essa idéia de alterar as cores nacionais não é minha. A China está fabricando `inofensivos` adesivos (rimou, deve ser minha veia poética) da bandeira brasileira, cujo vermelho apropria-se de grande parte do verde. Os adesivos são para incautos pais comprarem para ornamentar os caderninhos e agendinhas das inocentes criancinhas a serem cooptadas pelas ideologias vermelhas. Por derradeiro, temos os `pizzaiolos` do Senado. Sem descartar a possibilidade de uma patologia mental denominada `distúrbio paranóide`, será que essa declaração presidencial não sinaliza para o efetivo desmonte das instituições e total descrédito das mesmas em face de opinião pública `lixada`?
Nadir Ap. Cabral Bernardino
Advogada formada pela FDF, pós-graduada em Política e Estratégia e Direito Ambiental
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.