Desde que a humanidade se conhece que ela observa e almeja os céus. As sociedades mais primitivas adoravam sol, lua, estrelas, por entenderem nossa ligação com esse mundo gigantesco que nos rodeia. Para os boêmios, a lua é a mãe da noite, protetora dos apaixonados, românticos e poetas.
Navegando na internet nesta última segunda-feira, encontrei num site a seguinte pergunta: `onde você estava no dia 20 de julho de 1969?`. Foi o bastante. Viajei no tempo. Em segundos eu estava sentado na sala de estar da casa de meus pais, em Franca, com meu avô, irmãos e vizinhos, em frente a um televisor modelo Predicta da Philco, de design avançado, que na oportunidade recebia imagens em branco e preto, assistindo a chegada do homem à lua - Missão Apollo 11 - com os astronautas Neil A. Armstrong, Edwin E. Aldrin e Michael Collins.
Meu pai, Arlindo, havia acabado de comprar, por uma pequena fortuna, em prestações, aquele moderno aparelho. A cobertura televisiva foi um show. O mundo inteiro estava de olho naquela que talvez tenha sido, no Brasil, a primeira transmissão de imagem em tempo real. Perto de 1,2 bilhão de pessoas testemunhavam no mundo, via satélite, a alunissagem, até então considerada impossível. Deu tudo certo, como se fosse uma coisa corriqueira receber um sinal de vídeo e áudio dos Estados Unidos, já via Embratel. Vi o módulo aproximar-se do solo e levantar a poeira acumulada bilhões de anos na atribulada superfície lunar. Foi uma emoção indescritível. Assim que os astronautas pisaram à lua então, foi um alvoroço total. Aquele momento era o máximo, o clímax. Sabíamos que era tudo ou nada. A pisada de Armstrong elevou as batidas do meu coração.
Como esquecer... Era tudo magia pura. A novidade, o salto científico, o clima de severidade perante o perigo de um homem chegar à Lua, um ambiente inóspito e muito agressivo e a proeza humana em acertar um alvo móvel com computadores que sequer tinham 512 Kb de memória. Naquele dia, não tínhamos pátria política: éramos todos a imagem e semelhança.
Minha mãe Dalva, já falecida, com um olho na TV e outro no fogão, servia broas, rabanadas e um delicioso mingau de milho. Coube ao meu avô Joaquim Follis, italiano falante e incrédulo, o grito que acabou com a nossa festa: `é mentira! Não tem ninguém na lua. Esses gringos querem aparecer, mostrar que são melhores que os russos`, completou. E não era só meu avô o incrédulo. Nas ruas de Franca, muitos, como ele, não acreditavam e diziam que era tudo montagem, que a cena dos astronautas descendo na lua foi filmada em um deserto qualquer ou em um estúdio de cinema; afinal areia existia em qualquer lugar. Outros defendiam que era tudo verdade, os yankees haviam finalmente chegado à lua.
Hoje há também quem discorde da soma e do esforço investidos para que os astronautas americanos chegassem à Lua naquele longínquo vinte de julho. Para mim, que não esqueci aquele dia, foi o primeiro e maior passo que demos para sair da Terra, conhecer e desbravar o espaço e preparar o caminho que um dia seguiremos, porque o sol é uma estrela finita e um dia a raça humana terá de migrar ou desaparecer. Por isso a corrida espacial e as pesquisas ao grande universo que nos cercam são fundamentais.
Se o astronauta intrépido roubou-nos o espelho da alma, a inspiração dos poetas e dos enamorados, baniu o cenário predileto das lendas, assombrações e lobisomens, espantou da Lua o corajoso São Jorge e seu furioso dragão, em compensação deu-nos novo encantamento. A partir de 1969 vestiu-se de Ícaro e voou alto, alto, alto, sem que suas asas se derretessem, voltando são e salvo a Terra. Ao contemplar nosso planeta, desde o solo lunar, extasiado e surpreso, o astronauta revelou: a Terra é azul!
<B>NOVO LINGUAJAR</B>
Conta-se que na busca da sobrevivência os donos de cinemas do interior nordestino mudaram os nomes dos filmes, adaptando-os ao linguajar local. Vamos a alguns casos. `Uma Linda Mulher` ficou sendo `A Cabrita Aprumada` e `O Poderoso Chefão` passou a ser `O coroné arretado`. Também sofreu transformação o título de `Os Sete Samurais`, que virou `Os Jagunços dos Zói Rasgado`. `Tora, tora, tora`, `Ôxente, ôxente, ôxente`; `Guerra nas Estrelas`, `Arranca rabo no céu`; `Noviça Rebelde`, `Beata Encrenqueira`. E, finalmente, `Os Brutos Também Amam` ficou sendo `Os vaqueiros boiolas`.
<B>CIRCULA NA INTERNET</B>
O carioca nem liga mais para bala perdida, entra num ouvido e sai no outro.
<B>NEGATIVO</B>
Metade de nossas adolescentes é magra pela anorexia. A outra metade é por fome mesmo. Uma sintonia de nossa má divisão de riquezas.
<B>POSITIVO</B>
A cobertura do GCN (Grupo Corrêa Neves de Comunicação) na 41ª Francal foi perfeita. O estande do GCN foi o ponto de encontro entre políticos e empresários do setor calçadista, muitos dos quais participaram ao vivo dos programas da Difusora, tendo suas imagens transmitidas simultaneamente pela internet. 25 profissionais entre editores, repórteres, diagramadores e fotógrafos acompanharam os quatro dias do evento. O tablóide diário que circulou em Franca e São Paulo, foi um sucesso. Nota 10.
<B>PROCURANDO A SECRETÁRIA</B>
No escritório, toca o telefone.
- Alô - atende a recepcionista.
- Foram vocês que colocaram o anúncio no jornal, procurando uma secretária?
E a recepcionista, sussurrando:
- Sim, mas já encontraram. Ela estava no motel com o chefe!
<B>Edward de Souza</B>
<I>Jornalista e radialista</I>
edward@comerciodafranca.com.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.