Sem atenção e diagnóstico, paciente ‘foge’ da Santa Casa


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<b>DESISTIU DE ATENDIMENTO</B> - O designer gráfico, Valnei de Almeida, mostra a agulha de soro injetada no braço durante entrevista. Ontem ele abandonou a Santa Casa e procurou a Rádio Difusora para reclamar do atendiment
<b>DESISTIU DE ATENDIMENTO</B> - O designer gráfico, Valnei de Almeida, mostra a agulha de soro injetada no braço durante entrevista. Ontem ele abandonou a Santa Casa e procurou a Rádio Difusora para reclamar do atendiment
O designer gráfico Valnei de Almeida, 27, morador na Vila Nossa das Graças, ‘fugiu’ ontem da Santa Casa, após manifestar descontentamento com procedimento médico ao qual vinha sendo submetido desde a tarde do último sábado na Santa Casa de Franca. Sem saber exatamente do que sofria, ele saiu pela porta da frente da instituição e procurou a rádio Difusora para fazer a reclamação sobre o atendimento. Ele também se recusou assinar o termo de responsabilidade de abandono do tratamento. Almeida disse que o hospital não informou que tipo de doença o acometeu e chegou a deixá-lo isolado num quarto alegando que estaria com sarna. A peregrinação do designer no atendimento de saúde pública começou no dia 25 do mês passado. Valnei de Almeida passou na ocasião pelo Pronto Socorro Doutor ‘Janjão’. Com os olhos e a pele amarelados, a princípio suspeitou-se de uma hepatite. “Foram pedidos exames. Um dia depois eles ficaram prontos. Voltei ao ‘Janjão’ e o médico disse que não era hepatite. Ele mandou marcar com consulta na Unidade Básica de Saúde”, disse o rapaz. Enquanto aguardava atendimento médico numa UBS, Valnei voltou outras duas vezes ao PS, reclamando de coceira, náusea e muita dor de cabeça. “Em todas as consultas cada médico me deu um diagnóstico diferente. Chegaram a falar que eu estava com pedra na vesícula”, disse Valnei. Somente no último dia 18 de julho, após passar por vários atendimentos na rede pública é que Valnei conseguiu ser internado na Santa Casa. O designer continuou apresentando os mesmos sintomas. Seu amarelão aumentou a cada dia. Foi medicado com soro e uma nova bateria de exames foi solicitada. “Na Santa Casa ninguém falava qual era meu problema. Me deram soro e na noite de ontem (terça-feira) me isolaram num quarto sem me dar explicação. Não consegui falar nem um minuto com o médico”, disse o designer. Revoltado com o atendimento médico hospitalar, Valnei resolveu por conta própria se dar alta. Chamou a mulher e o pai e abandonou o quarto onde estava. Segundo o paciente, a direção do hospital chegou a pedir para que assinasse o termo de responsabilidade, mas ele se negou. “Eles não me atenderam direito. Fiquei todo esse tempo tomando remédio e não sei o que tenho. Chegaram a falar que tenho sarna e até icterícia. Por estarem me tratando mal resolvi sair da Santa Casa e vou procurar um atendimento particular”, afirmou o rapaz. Ontem, Valnei de Almeida voltou à Santa Casa apenas para retirar a base do soro que ficou em seu braço. Segundo ele, o hospital se comprometeu a entregar os resultados dos exames feitos na entidade. O designer irá marcar consulta com médico particular ainda esta semana.

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