Eis a vida nos tempos modernos: tecnologia, consumo excessivo, vaidades, moda, gastanças, desejos, liberalidades. Muita cobiça e violência no rastro. As crianças, no passado, tinham liberdade, podiam perambular pelas ruas, criar, inventar brinquedos, aventurar-se em escaladas nas árvores, colher frutos e comê-los. Hoje, coitadas, ficam confinadas sob vigilância eterna. Nos apartamentos, podem cair, desabar pela janela, um horror. Nas ruas, perigo de atropelamento, de assédio sexual, sequestros, tiroteios, enfim, mazelas por todos os cantos. Alguma solução? Mostrar, como fez o colunista Edward de Souza, deste Comércio, dia 16 de julho (leia em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=45481), as feias feridas. E esperar que um dia as autoridades acordem e enxerguem a infância desamparada, as crianças que se entediam dentro de suas celas, nas casas e apartamentos. Necessário arejar, criar parques bem vigiados, que se abram para todo tipo de brincadeira, incentivar as áreas de lazer, espaços onde se possa praticar esportes, envolver-se com a cultura, com as artes, música, pintura. Há muita coisa que pode ser feita. Basta determinação, vontade política. Mas nossos representantes preferem gozar as mordomias, distantes da realidade, sonhando com a doçura do enriquecimento rápido. Como disse um deputado, o povo que se lixe.
Guido Fidelis
São Paulo - SP
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Na velha Passos (MG), nem geladeira tínhamos no longínquo 1960, e mesmo assim vivíamos felizes. Os colegas, as primeiras namoradinhas, as missas aos domingos (nem era para rezar!), a jantinha na tigela, arroz, feijão, abobrinha batidinha, quiabo, às vezes taioba ou ora-pro-nobis; como era bom! Minhas tias, algumas hoje falecidas, na flor da juventude curtindo os namoradinhos da época, as canções, Orlando Silva, Nelson Gonçalves, Carlos Galhardo: `Rosa de Maio, é meu desejo mandar-te um beijo nesta canção...`. Tudo era ingênuo e romântico.. Vamos parar por aqui, senão...
Antônio Falleiros
Passos - SP
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