Mais de 600 funcionários municipais de Franca terão o limite de seus cartões de crédito da Valecon reduzidos a partir de hoje. O corte pode chegar a 90%. A comunicação foi feita ontem à tarde pelo diretor da instituição financeira Ronnie Marquez.
O motivo, segundo o secretário Municipal de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto, seria a inadimplência do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais com a administradora do cartão. “O diretor da Valecon esteve aqui e falou que o sindicato não está pagando corretamente suas dívidas com a empresa. Para evitar constrangimentos aos funcionários da Prefeitura, passamos um comunicado sobre a restrição ao crédito. A orientação é para que eles consultem o limite de seus cartões e verifiquem se eles não foram bloqueados antes de fazerem suas compras”, disse o secretário de Administração.
O diretor da Valecon, no entanto, não confirma a dívida e diz que a empresa enfrenta problemas administrativos com a entidade. Segundo ele, a administradora teria procurado ontem o presidente do Sindicato dos Servidores, José Nhozinho Ramos, o Paraná, sem sucesso. “Fomos, então, até o cartório para que ele seja comunicado oficialmente da situação. Assim, daqui a 20 dias poderemos tomar alguma providência e até cancelar o contrato, se for o caso”, disse o diretor.
Apesar dos problemas que afirma enfrentar, Marquez garantiu que nenhum cartão deve ser suspenso hoje. “Estamos tentando negociar para evitar que isso aconteça. Enquanto isso, o limite será reduzido e todos terão o mesmo valor à disposição”, disse ele, sem informar a taxa exata de redução que será aplicada. “Quem tem R$ 1 mil, vai ter R$ 100, por exemplo”.
A reportagem tentou contato com o presidente do Sindicato dos Servidores, José Nhozinho Ramos, em três momentos diferentes. Ele não foi encontrado na sede da entidade ou em seu celular até o início da noite de ontem.
<b>DE NOVO</b>
Não é a primeira vez que os servidores públicos municipais enfrentam problemas de bloqueio e redução de crédito de seus cartões. No fim do mês de abril, quatro servidores levaram o caso à polícia.
Na época, Paraná confirmou a existência de uma dívida junto à operadora, mas não revelou os valores. Segundo o presidente do sindicato, em média, eram pagos entre R$ 80 mil e R$ 100 mil à Valecon por mês. (Leia mais em texto de apoio)
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