Sem funcionar desde que foi criado em 1997, o SVO é apenas um ente figurativo. Todos os corpos que deveriam ser necropsiados em um local apropriado (um prédio nos fundos do Cemitério Santo Agostinho foi criado para isso) são entregues aos cuidados das funerárias que acabam substituindo o serviço que teria de ser prestado pelo município.
É nas funerárias que os médicos verificadores da Prefeitura comparecem para atestar do que determinada pessoa morreu. Mas nem sempre isso acontece. Pelo histórico de atestados de óbitos com causa indeterminada na cidade, fica claro que algumas peças da engrenagem não funcionam como deveriam e precisam ser revistas.
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Os números dos dois cartórios evidenciam o problema. São 3032 mortes registradas entre janeiro de 2008 e final de junho desse ano. Delas, 11,84% são formalizadas em atestados cujos históricos resumem-se a “morte de causa indeterminada por parada cardiorrespiratória”. No cartório da Estação, 28% (279) dos 989 atestados são inconclusivos.
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