Polícia apura denúncia de prostituição


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A Polícia Civil fiscalizou um bar localizado no Bairro da Estação, na noite de sábado, que seria ponto de prostituição. O local estaria sendo usado como fachada para encontros sexuais. Seis mulheres foram flagradas no estabelecimento. A polícia ainda descobriu, dentro do local, uma espécie de passagem secreta dando acesso a quartos onde aconteciam os programas. O dono do bar foi indiciado no artigo 230 do Código Penal Brasileiro, crime de rufianismo (tirar proveito da prostituição alheia). Ele não foi encontrado no local durante a fiscalização. O delegado João Walter Tostes, do 2º Distrito Policial, foi o responsável pela blitz no estabelecimento. Segundo ele, há cerca de 30 dias recebeu inúmeras denúncias dando conta de que em um bar da Rua Voluntários da Franca mulheres de todas as idades estariam promovendo a prostituição. “Pessoas que ficam num ponto de ônibus - em frente ao bar - chegaram a comentar que não tinha hora para elas se prostituírem. Inclusive algumas destas pessoas ficavam constrangidas. Existe a denúncia de que no local havia até menores, mas não conseguimos encontrar nenhuma adolescente no bar”, disse Tostes. Durante a abordagem, que contou com apoio da Polícia Militar, o delegado conseguiu provas e depoimentos das próprias mulheres de programa que pagavam uma certa quantia para usar quartos anexos ao bar, onde levavam seus clientes. “Verificamos uma passagem do bar para pensão ao lado, onde os quartos eram alugados, segundo as mulheres, por R$ 10 a hora”, disse o delegado. O dono do bar não foi localizado pela polícia. Uma funcionária do estabelecimento apresentou um alvará datado de 2005, onde existe autorização do funcionamento de um bar e não de uma pensão. “Iremos enviar relatório à Prefeitura. No local não nos foi apresentado o alvará dos Bombeiros e da Vigilância Sanitária”, afirmou Tostes. O chefe da Divisão de Fiscalização da Prefeitura, Ismael Xavier, disse que vai aguardar a denúncia da polícia, mas que em outras fiscalizações já havia notificado o dono do estabelecimento sobre denúncias de prostituição no local. “Vamos aguardar o relatório da polícia para analisarmos situação comercial do local e as adequações que não foram cumpridas”, disse Xavier.

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