‘A droga acabou com minha família’, diz jovem


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Karla Jordana Dutra, 27, não consegue entender o que teria motivado o irmão Márcio José Dutra, 32, a matar seu pai, o pedreiro Miguel Lúcio Dutra, 63, na madrugada do dia 28 de março. Naquele sábado seu pai foi espancado e morto dentro de casa na Vila Raycos. As suspeitas são de que Dutra teria sido agredido com uma paulada na cabeça. A pancada teria partido do próprio filho e provocado um TCE (Traumatismo Craniano Encefálico). No dia, o rapaz sumiu, depois a Polícia descobriu que ele matou para roubar R$ 100. Após a morte, teria trancado a casa e ido com um amigo jogar sinuca e beber em um bar. Três dias depois, o jovem foi encontrado morto, pendurado pelo pescoço por uma corda amarrada em uma árvore numa fazenda em Miguelópolis. Para a filha da vítima e irmã do assassino, a única explicação era que o irmão estava drogado. “Não foi intencional. Eles (pai e filho) se davam bem, tanto que moravam juntos. Ele também chegou a morar com a minha mãe e nunca levantou a mão para ela”. De poucas palavras e sem expressar uma lágrima, mas com o semblante fechado, Karla disse que o irmão estava desempregado e necessitava de ajuda, pois apresentava sinais de depressão. “Ele era usuário de drogas desde adolescente, mas só fomos descobrir muito tempo depois. Quem tem esse problema dentro de casa, precisa conversar mais, olhar no olho do filho, do irmão ou pai e oferecer ajuda”. Casada e com os pais separados há cinco anos, Karla não via o pai e o irmão diariamente, mas sempre estava em contato com eles. No dia do crime não teve coragem de ir até o local, apenas ficou sabendo do caso pelo que os vizinhos falaram e pelo que leu no jornal. “Pelo convívio que os dois tinham não imaginava que tudo isso pudesse acontecer. O Márcio não tinha motivos para fazer o que fez, muitas vezes penso que não foi ele. Foi a droga que acabou com a minha família”.

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