Tenho pena dessa nova geração que nunca soube como é bom subir em árvores e comer frutas no pé... Nunca tomou banho de chuva nem viu galinha botar ovo... É um preço muito alto a pagar. O progresso, a insegurança, a violência, o medo, não mais permitem que as crianças tenham infância, a melhor fase da vida.
Quando vemos a preocupação dos pais, principalmente das mães, com o lazer das crianças no período das férias de julho, lembramos que em um passado recente não existia nada disso. Hoje há opções variadas, desde as colônias de férias, as viagens, espetáculos infantis, tudo para distrair a meninada e tirá-la do vício dos joguinhos eletrônicos e dessa ditadora que invadiu nossas casas: a televisão.
Antigamente as crianças moravam em casas com quintais, jardins, tinham liberdade e segurança para brincar nas praças... Hoje, coitadas, vivem atrás das grades de apartamentos, prisioneiras como passarinhos em gaiolas. Não sabem improvisar brincadeiras, os brinquedos são tão sofisticados que não incentivam a criatividade, já vem tudo prontinho, só com botões para serem acionados.
Os meninos de hoje escutam sem entender os mais velhos sempre repetir a mesma frase: `essa molecada não tem infância, vive presa em apartamentos e perdendo a visão mais cedo na frente de aparelhos eletrônicos`. Como poderiam eles entender o significado dessa frase? O que faziam seus pais quando crianças? Jogavam bolinha de gude, soltavam papagaios, brincavam de pula-pula, de esconde-esconde, de cabra cega, jogavam futebol, nadavam nos córregos, roubavam frutas nos quintais dos vizinhos, sempre com aquela velha desculpa de que fruta roubada é mais gostosa, e isso era divertido? Isso é o que questionam os garotos desse novo Século. Mas quem passou por isso sabe que era divertido sim. Até apanhar em casa com varinha de marmelo quando o pai ou a mãe descobria as travessuras feitas às escondidas, ainda dá saudades.
As marcas da varinha de marmelo ainda estavam nas pernas quando no outro dia, lá estávamos nós de novo em busca de outras travessuras. A vida tinha lá suas dificuldades certamente, mas como éramos felizes em nossos brinquedos primitivos, o velocípede de lata, o balanço de pneu pendurado na jabuticabeira no fundo do quintal, a velha bola de futebol e o pião habilmente manejado. Íamos sozinhos à escola, carregando nossos livros e pulando os ladrilhos da calçada. Não vejo mais crianças na rua indo à escola, as poucas que ainda perambulam desacompanhadas, provavelmente nem tem uma casa para voltar.
Os pais da minha época tinham angústias diferentes em relação aos de hoje, porém não conviviam com o fantasma das drogas a assombrar-lhes as noites. Não havia o medo de abusos sexuais com seus filhos como vemos nos dias atuais e tão pouco precisavam de psicólogos a orientar-lhes quanto à conduta educacional. As mães tinham suas lutas e labutas, rezavam diariamente pedindo proteção para os filhos e se preocupavam com o futuro deles, mas eram bem mais felizes do que muitas que hoje vemos estampadas nos noticiários, algumas a implorar socorro médico a um filho vítima da dengue, outra a chorar sobre o pequeno corpo de uma filha assassinada.
Essas mães de hoje, ao contrário do que acontecia com as de outros tempos, preparam a comida do dia seguinte na frieza da madrugada, antes de saírem de suas casas para mais um dia de trabalho, deixando aos anjos da guarda os apelos por proteção, para que guardem seus filhos das más companhias, das balas perdidas, dos assaltos, das drogas, e de tantos outros males da vida moderna.
<b>INOCÊNCIA</b>
Sarney tem a inocência de um cordeirinho. Não sabe quem depositava dinheiro em sua conta, como também não sabe nada sobre as transações da fundação que leva seu nome. Um caso típico de amnésia financeira.
<b>CIRCULA NA INTERNET</b>
O Brasil precisa explorar sua riqueza, porque a pobreza já está cansada de ser explorada.
<b>SEM PROBLEMAS...</b>
Comenta-se que o cérebro do cantante Michael Jackson ainda estaria no necrotério de Los Angeles. Nada que preocupe. Ele sempre usou pouco esse equipamento e depois de morto pode passar sem ele.
<b>NEGATIVO</b>
Quase diariamente deparamos com reclamações de consumidores lesados no comércio francano. São lojas que entregam mercadorias com defeito ou fora do prazo acertado, outras que não cumprem os contratos. Belo Horizonte (MG) resolveu esse problema com uma medida simples que eu espero ver copiada em Franca: o Procon instalou uma espécie de SPC do Comércio, cadastrando mais de quatro mil lojas e empresas prestadoras de serviços que foram objetos de reclamações de clientes. Desse modo, antes de realizar uma compra ou contratar serviço, o consumidor telefona ou entra no site do Procon e fica sabendo com quem irá lidar.
<b>POSITIVO</b>
Mais do que uma atividade física, o Cooper matinal tornou-se uma atividade social em Franca, um ponto de encontro de amigos que começam o dia se inteirando das novidades. Fofoca e musculação juntas em benefício do corpo e do espírito.
<b>TEMPOS MODERNOS</b>
O Marcelinho vai com sua irmã visitar a avó e resolve perguntar:
- Vovó, como é que as crianças nascem?
- Bem, a cegonha traz as criancinhas no bico, meus netinhos...
Marcelinho cochicha para sua irmã:
- E aí, o que é que você acha? Contamos a verdade pra ela?
<b>Edward de Souza</b>
<i>Jornalista e radialista</i>
edward@comerciodafranca.com.br
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