Boa parte dos lojistas que possuem estabelecimentos na Avenida Santa Cruz está se queixando da mudança na mão de direção implantada pela Prefeitura no local. Desde o dia 2 de junho, o tráfego de veículos é feito apenas no sentido bairro-Centro (antes havia mão dupla). A mudança visou maior segurança no local e facilidade de estacionamento, o que funcionou. Para alguns comerciantes, no entanto, parece ter havido um “efeito colateral”. Eles reclamam de que a mudança fez com que as vendas caíssem até 30% só neste primeiro mês.
Proprietário de uma loja de artigos esportivos que funciona em frente ao clube do Sesi, o comerciante Agnaldo Rodrigues de Lima, que vive na região há mais de 30 anos, mostrou-se insatisfeito com a alteração no sistema viário da região. “O movimento, que já não era bom por causa da crise, caiu ainda mais depois que o trânsito foi alterado. Definitivamente, esta mudança não veio em boa hora”.
Instalado na Avenida Santa Cruz há mais de 15 anos, Milton Lázaro Chieregato reclama das novas regras implantadas pela Prefeitura. Dono de uma locadora de DVDs e também de uma revenda de telefones celulares, ele disse que foi duplamente afetado pela alteração.
“Desde o momento que soube que colocariam mão única aqui, eu fui contra. Ajudei até a organizar abaixo-assinado para tentar reverter. A Prefeitura disse que mudou tudo para preservar a vida dos pedestres, mas como fica a vida da minha família, que depende das minhas lojas para sobreviver? Quero que a avenida volte a ter trânsito nos dois sentidos”.
Procurado na tarde de ontem pela reportagem do Comércio, Sérgio Buranelli, secretário municipal de Segurança e Cidadania e responsável pelo trânsito na cidade, disse que as mudanças foram implantadas para preservar a segurança de motoristas e pedestres que se deslocam na região.
Buranelli acredita que a rotina do comércio da Avenida Santa Cruz voltará ao normal assim que os motoristas se adaptarem. Ele não pretende voltar a implantar mão dupla naquele local.
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