A Polícia Civil abriu inquérito para apurar crime de estelionato que teria sido praticado pela Escola de Informática Binários, que tinha como sede um prédio alugado na Rua Campos Salles, no Centro de Franca. A escola fechou suas portas no início do mês de junho, deixando dezenas de alunos sem a conclusão do curso. A empresa também prometeu entregar computadores para as pessoas matriculadas, mas não os entregou.
O dono da escola está desaparecido desde o fechamento da empresa e é procurado pela polícia para dar sua versão a respeito das denúncias que crescem a cada dia. A dona de casa Maria Aparecida Lima, moradora no Jardim Pinheiros foi uma das lesadas. Ela matriculou sua filha de 17 anos no curso de computação e, após pagar mais de R$ 1 mil, teve a notícia do fechamento da escola. “Prometeram muitas coisas e não cumpriram nada. Paguei tudo sem atrasar nem uma mensalidade e agora a notícia do fechamento da escola que veio de surpresa. Perder R$ 1 mil nos dias de hoje não é fácil”, disse a dona de casa.
Até a tarde de ontem, o Procon de Franca havia registrado 20 queixas contra a escola. Na polícia, outros 12 boletins de ocorrências estão sendo apurados. Todas as vítimas contam a mesma história. De acordo com o contrato assinado, ao final do curso de informática, os alunos receberiam, além do certificado, um computador completo. “Paguei 21 parcelas de R$ 50. Meu filho não conseguiu o diploma nem o computador que eles prometeram. Fui atrás dos meus direitos e, até agora, não tive nenhuma solução”, disse Luiz Antônio Bortoloti, que matriculou o filho de 14 anos na escola.
O Comércio tentou localizar funcionários e o dono da empresa, mas não há pistas do seu paradeiro. O telefone da escola está desligado. Nos números fornecidos pelos alunos (de vizinhos da escola) ninguém soube informar onde o dono do estabelecimento poderia estar.
Alguns alunos lesados que conseguiram falar com o proprietário disseram que ele os teria encaminhado para assistir aulas em outra escola de informática. A dona da segunda escola nega. “Só conheço esse empresário pelo seu prenome. Ele chegou a indicar alunos dele para minha escola, mas eu não tenho nenhum acordo com ele. Aos alunos que me procuraram, informei que tenho vagas, mas não para transferir o curso”, disse ela.
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