A tarifa do transporte coletivo de Franca deve aumentar, no máximo, R$ 0,20 a partir de agosto. A confirmação é da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) que, nos últimos dias, a pedido da Prefeitura, analisou a planilha de custos da Empresa São José. No fim de junho, a empresa, que ganhou a concorrência pública para explorar o serviço por mais dez anos, protocolou um pedido para reajustar a tarifa em 58%. Dos atuais R$ 2,20 para R$ 3,48.
Diante do que foi analisado pela comissão formada por funcionários da Emdef, a solicitação da empresa não será acatada. Pelos estudos, o aumento concedido deverá ficar entre 4,5% e 9%, o que significa um reajuste de R$ 2,20 para R$ 2,30 ou R$ 2,40. Quem decidirá o valor final será o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) que já está com a análise em mãos. Ontem o prefeito não foi encontrado para falar a respeito do aumento. Ele viajou a São Paulo, onde participa hoje da abertura da Francal.
Presidente da Emdef, João Marcos Rodrigues, disse que na planilha apresentada para estudos foram analisados fatores como os gastos com manutenção, custo operacional, aumento de combustíveis, índice de passageiro por quilômetro rodado, aumento de quilometragem, custo da folha de pagamento, aumento da demanda e custo médio da frota. “Essa planilha é composta por vários tópicos e, ao analisar todos os itens, chegamos a uma conclusão. O que estava na minha alçada já foi feito”, disse Rodrigues.
O presidente do órgão não disse quantas pessoas fizeram parte da comissão e qual item mereceu maior atenção na hora dos cálculos.
Gerente da São José, Celso Antônio Dias, foi procurado em duas ocasiões diferentes e não retornou as ligações da reportagem. O último aumento concedido a São José ocorreu em julho do ano passado, quando a tarifa passou de R$ 2,10 para R$ 2,20. Na ocasião, o aumento pedido pela empresa era de 46%. Na última entrevista, concedida em 26 de junho, Dias disse que o sistema é deficitário e trabalha com prejuízo. “Transportamos 60 mil passageiros em média por dia. Cerca de 30% não pagam nada. Outros 14% têm descontos que variam de 30 a 50%. Estamos no vermelho”, disse na ocasião.
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