Prefeitura deve começar a castrar cães ainda este ano


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MUNDO ANIMAL - Imagem feita em abril deste ano mostra cães soltos na Avenida Jaime Tellini: Prefeitura de Franca terá programa de castração
MUNDO ANIMAL - Imagem feita em abril deste ano mostra cães soltos na Avenida Jaime Tellini: Prefeitura de Franca terá programa de castração
A Prefeitura de Franca está prestes a colocar em prática um projeto para controlar a população de cães e gatos na cidade. Fêmeas e machos serão operados para não procriarem mais. A previsão é iniciar a castração dos animais até o fim do ano. A licitação para contratar a empresa habilitada para as cirurgias deve ser aberta em breve. Há um ano e três meses, a Prefeitura suspendeu os serviços da carrocinha que retirava das ruas 200 bichos por mês. Uma lei estadual em vigor desde abril de 2008 proíbe o sacrifício dos animais recolhidos nas ruas. O município alega não ter condições de capturar e mantê-los no canil. A Secretaria de Saúde estima que existam na cidade 40 mil cachorros. O secretário de Saúde Alexandre Ferreira não sabe quantas cirurgias serão feitas por mês. O teto destinado ao projeto deverá ser de R$ 6 mil mensais. “O número dependerá do preço ofertado pelas empresas participantes da licitação”. Um projeto será apresentado à Câmara dos Vereadores para liberação dos recursos para o programa. A proposta não consta da ordem do dia da próxima sessão, no dia 14. As empresas contratadas serão responsáveis pela cirurgia e identificação de todos os animais castrados com tatuagem. Em clínicas particulares, o preço da operação depende do peso do bicho por causa da quantidade de anestésico utilizada para o procedimento. Para os que pesam até dez quilos custam em média R$ 70. As ONGs (Organizações Não Governamentais) Cão que Mia e Turma do Abrigo, que recolhem e abrigam animais abandonados, serão responsáveis por encaminhar os bichos para serem castrados pela Prefeitura. “Não podemos capturar, castrar e depois soltar os cães nas ruas novamente, porque caracteriza abandono. Faremos parceria com as entidades”, disse Alexandre Ferreira. Além dos cães e gatos que abrigam, as ONGs destinarão para a esterilização os bichos de donos particulares. Aleni Papacídero, uma das voluntárias da Cão que Mia, participou das reuniões que definiu como funcionará o programa de castração municipal e acredita que o suporte do poder público reduzirá parte dos problemas com abandono de animais. “O apoio da Prefeitura na castração dos animais era tudo que estávamos esperando. Demorou, afinal já faz mais de um ano que a lei que proíbe o sacrifício dos animais entrou em vigor e o poder público não castrou nenhum cachorro ou gato até agora”. Em parceria com veterinários voluntários, a ONG consegue castrar em média 80 cachorros e gatos por mês antes de encaminhá-los para adoção. “A gente faz um trabalho de abelhinha e precisa de apoio”.

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