Águas do Tietê levaram os bandeirantes. Sangraram a selva misteriosa, enfrentaram perigos no desconhecido, rasgaram as fronteiras brasileiras na busca por tesouros. A aventura se embrenhou no espírito do povo, que se lançou na tarefa da construção.
O Estado se agigantou, liderou o progresso que chegou aos poucos pelos trilhos das ferrovias, na exportação de grãos, com o ciclo das chaminés.
São Paulo não se acomodou com os louros de tantas vitórias. Rebelou-se contra injustiças e se lançou na luta contra os detentores do poder, queria uma Constituição justa. Veio a revolução de 32, o sangue de jovens se derramou pelo ideal de uma pátria melhor para todos. Heróis entregaram a vida.
Os tempos correram, a Revolução Constitucionalista tem página nobre na história, o 9 de julho relembra a saga. Mas outros problemas surgiram, atordoam a agora gigante São Paulo, compromete a vida dos paulistanos. Problema que ganha contorno dramático, pois assola todo o Brasil. Até em nossa Franca, antes pacata cidade do interior deste estado gigante, a violência cresce a cada dia. Estatísticas divulgadas por este Comércio registram 76 furtos a residências, lojas e escritórios, nos cinco primeiros meses deste ano.
Isso no centro da cidade. Moradores sofrem com assaltos, homicídios, estupros e até sequestros relâmpagos, coisas antes reservadas aos filmes policiais. Não é possível permitir que cidadãos de bem vivam ou sobrevivam à margem de qualquer serviço público, entregues à condição de reféns dos bandidos. O desrespeito ao valor da vida humana tornou-se um fato corriqueiro, como se dá com os atos de barbárie praticados por homicidas, latrocidas, sequestradores, estupradores, traficantes e grupos de extermínio, que matam apenas por matar. E nosso trânsito também mata, nossas ruas se tornam umas armadilhas de onde escapar é sempre uma hipótese a ser considerada.
Realmente está difícil viver e pra onde a gente se mexe há sempre um incômodo esperando. Existe a aids, a dengue, o infarto, o câncer, a depressão e mil outras formas insidiosas de minar nosso organismo. Coisas estranhas como a gripe suína nos espreitam na esquina do tempo e uma simples febre pode ser o pesadelo de uma pandemia sem controle. Os cientistas dizem que o mundo vai esquentar, que o nosso velho e bom sol vai se tornar uma fornalha e a Terra um grande deserto, sem água, sem vida e sem saída. É o que dizem todos os estudiosos de ecologia e do clima alertando que isso pode acontecer não num futuro remoto, mas ainda na nossa geração, que já comeu o pão que o diabo amassou.
Necessário reviver o espírito bandeirante, juntar forças e lutar, deflagrar nova revolução. Contra a violência, por meio de nova política de segurança que tire das ruas os bandidos, via leis mais severas, que punam com rigor. Outra guerra é contra os desmandos da saúde. E, ainda, no fortalecimento da educação e no banimento dos políticos corruptos. Somente assim São Paulo cumprirá sua missão de liderar a construção de um novo país, justo e digno, com trabalho, prosperidade e paz.
<b>"SOLIDARIEDADE"</b>
Pesquisa com 5 mil pessoas na Inglaterra constatou que os homens ganham peso (em torno de 6,3 kg) quando suas parceiras ficam grávidas. Os 25% dos homens afirmam que comem mais para sua parceira se sentir melhor, aliviando, assim, a culpa do acréscimo de peso na gestação. Fico em dúvida diante de tanta "solidariedade". Com a mulher grávida, eles redobram as visitas aos botecos e haja bebida! Só que, depois do nascimento do bebê, a mulher murcha, enquanto os homens continuam "grávidos". De cerveja.
<b>MORTOS</b>
Faltam cadáveres nos cursos de Medicina do Brasil. Quem puder dispor do seu deve ajudar a formação dos futuros médicos. E muito grato.
<b>CIRCULA NA INTERNET</b>
A França inventou a guilhotina e a minissaia. Ambas fizeram homens perder a cabeça.
<b>NEGATIVO</b>
Algumas ONGs estão se transformando em autênticos meios de vida. Recebem verbas de várias entidades, inclusive do governo federal, e não prestam contas a ninguém. Por isso tanto ecologista na parada.
<b>POSITIVO</b>
A Praça 9 de julho, no coração de Franca, pelo menos hoje se transforma. Mesmo com aquele banheiro público que está desativado, elefante branco que atrapalha o tráfego de pessoas e já deveria ter sido demolido, a praça vai estar do jeito que muitos sonham vê-la o ano todo. Sem barracas, pedintes, ambulantes e marginais que pululam por aquelas bandas o dia todo. Engalanada, a praça mostra sua importância nesta data em que se comemora o dia do Soldado Constitucionalista, com hasteamento à bandeira e a execução do Hino Nacional Brasileiro pela Banda Musical de Franca. Uma salva de tiros, toque de silêncio e leitura dos nomes dos nove combatentes que morreram durante a revolução faz parte da programação. Outros 700 combatentes francanos serão lembrados e os familiares presentes receberão às homenagens devidas. Amanhã tudo volta ao normal e a praça será esquecida.
<b>CIENTISTA ALOPRADO</b>
Albert Einstein, como todo bom cientista, também era distraído. Certa vez, em um bonde, estava lendo quando seu "pince-nez" (óculos) caiu no chão. Uma senhorita do seu lado o apanhou e entregou a ele que agradeceu: "Obrigado, minha jovem. Qual é o seu nome"? Ela respondeu: "Cláudia Einstein, papai"!
<b>Edward de Souza</b>
<i>Jornalista e radialista</i>
edward@comerciodafranca.com.br
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