Quem vê uma máquina caça-níquel ou de vídeo-bingo não imagina que quando retirada a carcaça preta (que faz com que ela pareça uma caixa) e o painel com grandes botões reste um computador como qualquer outro. O que a torna um equipamento para a prática de jogo de azar são algumas pequenas peças e o software utilizado.
O professor da Unifran Luiz Carlos Leite Lourenço, coordenador de Tecnologia da Informação da universidade, explica que a equipe de técnicos da Unifran faz o desmanche dessas máquinas para posterior reconstrução sem deixar qualquer traço de sua função anterior. “Aproveitamos o que é possível. O que sobra é imediatamente destruído. Internamente apenas retiramos o programa de jogo através da formatação da máquina”, revelou Lourenço.
A parte técnica, no entanto, não é a maior preocupação do professor. “Todo o processo é fotografado, numerado e catalogado. Sempre. Também fazemos um relatório detalhado sobre o que será aproveitado ou descartado. Não fica nada na universidade. Essa prestação de contas é enviada ao Ministério Público para que haja total transparência”, afirmou.
Ainda segundo ele, a Unifran aceitou o convite da polícia e do MP por entender que o projeto pode trazer grande benefício para a comunidade. “Temos quatro profissionais locados para esse projeto. Sabemos que a intenção é nobre, mas ainda estamos passando por um amadurecimento organizacional e operacional”, disse o professor.
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