A Guarda Civil de Franca estuda uma maneira de tentar regulamentar a atividade dos guardadores de carro, os chamados flanelinhas. A ideia inicial é seguir exemplos adotados por outros municípios e montar um cadastro para fiscalizar e coibir os abusos praticados. São cada vez maiores as reclamações dos motoristas contra a ação intimidatória dos flanelinhas em locais de grande movimento. As autoridades locais não sabem quantas pessoas exploram o serviço na cidade. Também nem imaginam quem são os vigias e desconhecem os seus antecedentes. Ocorrências recentes mostram que boa parte está envolvida com o crime.
No dia 8 de março, um flanelinha foi preso em flagrante acusado de envolvimento no furto de uma moto Honda CBX 200 Strada. Ele cobrou R$ 1 da vítima para dar segurança. Segundo a polícia, ao invés de evitar o crime, teria dado cobertura à ação do ladrão, que agiu nas proximidades da Igreja Nossa Senhora das Graças. Descoberto, o vigia tentou se esconder dentro da igreja. No começo do ano passado, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) fez uma operação e registrou 36 pessoas que exerciam a profissão. Boa parte tinha algum tipo de passagem pela polícia, como envolvimento em furtos.
Os flanelinhas se concentram diante de restaurantes, casas de shows e igrejas e “oferecem” os serviços para cuidar de carros. O motorista sabe que não tem escolha: Se não pagar, terá o veículo danificado. A polícia alega que é difícil coibir a prática, pois o ato de vigiar não configura crime, a não ser quando o guardador faz ameaças à vítima. Diante deste cenário, o pagamento virou obrigação e não faltam exemplos para ilustrar os abusos.
Em uma mesma noite, o consultor de vendas, Reinaldo Brito, foi em três pontos diferentes da Avenida Champagnat e teve que pagar o guardador em todos. O flanelinha era o mesmo e impôs o preço. Gastou R$ 12. Em outro dia, parou na Rua Frederico Ozanan para ir até uma farmácia e disse para o vigia que não precisaria olhar, pois voltaria rápido. “Quando cheguei, encontrei meu carro riscado. A polícia disse que só agiria se eu provasse que foi ele. O pagamento não é mais uma ajuda e não sabemos mais o que fazer”, lamenta.
O secretário municipal de Segurança e responsável pela Guarda Civil, Sérgio Buranelli, reconhece que não há um controle e que uma medida precisa ser adotada para coibir os abusos. “A situação é delicada e algo precisa ser feito. Hoje as pessoas que realizam este serviço não têm responsabilidade nenhuma. Existe o planejamento para tentarmos disciplinar essa atividade, mas não é tão simples. É preciso definir quem fiscalizará e qual será a punição. Vamos buscar informações sobre a experiência de outras cidades e ver o que pode ser aplicado em Franca”.
<b>Ouça aqui o secretário Buranelli em entrevista ao repórter Edson Arantes:</b>
<embed src="http://media.entertonement.com/embed/PlayerText.swf" id="1_93de33c4_6b04_11de_b83c_0015c5f4d562" name="PlayerText" flashvars="auto_play=0&id=1_93de33c4_6b04_11de_b83c_0015c5f4d562&meta_url=http%3A%2F%2Fwww.entertonement.com%2Fclips%2Fnhtgyftznf.query%3Fimage_size%3Dflash" width="304" height="30" style="float: left; margin-right: 10px;" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="false"></embed><a target="_blank" href="http://www.entertonement.com/clips/nhtgyftznf--18590"><img alt="Blank" border="0" height="0" src="http://www.entertonement.com/widgets/img/clip/nhtgyftznf/1/1_93de33c4_6b04_11de_b83c_0015c5f4d562/blank.gif" style="visibility: hidden; width: 0px; height: 0px; margin:0; padding:0; float:right" width="0" /></a>
<i>*Se não conseguir ouvir o áudio, clique <a target="_blank" href=" http://www.entertonement.com/clips/nhtgyftznf--18590"><u>aqui</u></i></a>.
Além do cadastro, o atestado de antecedentes criminais também deverá ser uma exigência para que os guardadores de carros possam trabalhar na cidade. “Acredito que para exercer esta atividade, a pessoa não pode ter passagens pela polícia”, afirmou Buranelli. A Prefeitura não tem uma previsão de quando começará a regulamentação.
<iframe src="http://www.viaki.com/home/enquete/preview.php?bid=9276" width="175" height="212" marginwidth="0" marginheight="0" frameborder="0" align="center"></iframe>
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.