Câmeras ajudam, mas sozinhas não resolvem


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As estatísticas levantadas pelo Comércio e endossadas pelos comerciantes da área central de Franca sugere que a central de monitoramento eletrônico do Projeto "Olho Vivo" da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), não cumpre seu papel. O sistema existe desde novembro de 2007 e foi criado para ajudar a prevenir ocorrências no Centro. O presidente da entidade e empresário da área central Fahim Yossef Issa Neto acredita que em seus primeiros meses de funcionamento o sistema ajudou a reduzir os furtos no Centro. "Pelo menos nos primeiros meses a gente viu um resultado prático. Não ouvíamos falar de tanto furto como temos ouvido atualmente", disse ele. Sobre o número de câmeras instaladas, ele admitiu ser possível e necessário a instalação de outros equipamentos. "Há estrutura para isso, mas dependemos da ajuda dos comerciantes", afirmou. Os locais para instalação das câmeras foram escolhidos através de levantamentos feitos pela Polícia Militar. Foram identificados pontos na região central onde aconteciam muitos furtos na época da colocação dos equipamentos. Em abril deste ano, as imagens passaram a ser recebidas em uma central de monitoramento instalada na sede do Copom (Centro de Operações da PM). Na ocasião foram investidos mais de R$ 50 mil. Segundo o tenente-coronel João Paulo Macedo Brandão Júnior, comandante do 15º Batalhão de Polícia Militar, há metas definidas para prevenção de cada tipo de delito e reuniões semanais entre as companhias e o batalhão para acompanhamento do um planejamento operacional. Para o tenente-coronel Brandão, as oito câmeras são apenas mais uma ferramenta de trabalho e têm suas limitações. "Sua eficiência depende da forma como está sendo utilizada e do efetivo humano", disse o comandante militar. Para a Polícia Civil as imagens tem sido utilizadas como recurso adicional nas investigações e identificação de suspeitos. "A principal função dessa ferramenta é preventiva. Indiretamente tem contribuído com nossas investigações, mas cabe ao financiador do projeto cobrar resultados de quem a utiliza e valorizar esse sistema", afirmou o delegado assistente da Seccional, Alan Bazalha Lopes.

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