Verão eterno


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<b>AQUECIMENTO GLOBAL</B> - A percepção popular ganha força com o coro dos estudiosos pelas mudanças climáticas ocorridas no planeta nos últimos anos.
<b>AQUECIMENTO GLOBAL</B> - A percepção popular ganha força com o coro dos estudiosos pelas mudanças climáticas ocorridas no planeta nos últimos anos.
Quem tem 30 anos ou menos com certeza já viveu dias gelados em Franca. Neste ano mesmo, fez 6,1º na cidade no dia 3 de junho. Mas as pessoas que nasceram depois de 1979 nunca viram os termômetros cravarem zero grau. Muitos não sabem, mas isso já aconteceu no município. No dia 1º de junho daquele ano. Desde 1961, data em que o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) passou a monitorar as temperaturas no município, essa foi a menor marca registrada em Franca. Há décadas, o “traço” dos termômetros não estaciona no ponto zero. Na verdade, a tendência verificada na cidade é de aumento nas temperaturas com o passar dos anos. Segundo dados do Inmet, desde 1970 a temperatura média na cidade aumentou 0,6º. Pode parecer pouco, mas é notório que os invernos já não são tão rigorosos como em décadas passadas. Isto reflete diretamente na vida das pessoas. Ely Martin, presidente do Sindicato Rural de Pedregulho, que acompanha os cafeicultores da região, se lembra bem das fortes geadas enfrentadas nas décadas de 80 e 90. Quando as temperaturas são muito baixas, próximas de zero grau, as chances de gear são altas, pois a temperatura baixa faz a umidade congelar, formando cristais de gelo sobre a vegetação. “Naquela época os produtores tiveram muitos prejuízos porque a geada queima o café e pode até matar uma lavoura inteira. Desde então, há anos não temos geada na região”, disse. Não é apenas no campo que as alterações no clima foram percebidas. Os mais velhos e observadores notam as diferenças no tempo. Cleusa da Silva Tanaka, 47, morou alguns anos fora do País e retornou para Franca no início de junho deste ano. Acostumada a outro clima na cidade, ela trouxe vários casacos na mala, mas as peças não foram usadas. “Estranhei o clima em Franca. Sempre fazia muito frio em julho aqui e vim preparada, com roupas mais quentes, mas estou usando regatas, mesmo no inverno. Está realmente diferente”, declarou. O historiador francano José Chiachiri, 64, é outro a atestar a mudança. Ele disse que Franca já teve fama de mais fria, especialmente quando foi construída a represa em Peixoto. “Com a formação da represa, na década de 60, a região ficou mais úmida e o frio era muito forte. De 1979 a 1982 mais ou menos, fez muito frio na cidade. Agora, fica uma semana com temperaturas baixas e acabou. Quando eu era pequeno sentia mais frio”. A percepção popular ganha força com o coro dos estudiosos pelas mudanças climáticas ocorridas no planeta nos últimos anos. Meteorologistas e geólogos entrevistados pelo Se Liga foram cautelosos, mas enfáticos ao comentar o aumento da temperatura no território francano. Todos acham que a situação precisa ser amplamente analisada e discutida antes de qualquer afirmação. Mas todos levantaram algumas hipóteses para justificar a alteração ocorrida em nosso município. <iframe src="http://www.viaki.com/home/enquete/preview.php?bid=9273" width="175" height="366" marginwidth="0" marginheight="0" frameborder="0" align="center"></iframe> Entre as justificativas estão o efeito estufa, o crescimento da cidade e o desmatamento. O certo é: Desde 2000 as temperaturas médias máxima e mínima registradas em Franca foram superiores à média histórica (veja gráfico abaixo). <a target="_blank" href="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2009/07/calor-aumenta-verao-eterno-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2766" title="arte/comércio da franca" src="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2009/07/calor-aumenta-verao-eterno-1.jpg" alt="arte/comércio da franca" width="500" height="210" /></a>

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