A Secretaria de Saúde de Franca confirmou quatro casos suspeitos da infecção pelo vírus influenza A (H1N1), da gripe suína, na cidade. Um homem de 31 anos viajou para os Estados Unidos, onde permaneceu por cerca de duas semanas, e retornou ao Brasil em 13 de junho. No dia 23, teve febre alta, dores no corpo e tosse. Sua mulher, a filha de 1,3 ano e a irmã dele também apresentaram os sintomas dias depois. Os quatro estiveram em Ribeirão Preto nesta semana para fazer exames no Hospital das Clínicas, que, por determinação do Ministério da Saúde, é referência para confirmação e tratamento dos casos na região.
O material coletado foi remetido para o Instituto Adolfo Lutz em São Paulo e os resultados devem ser divulgados no início da próxima semana. “Aguardaremos os resultados. Se for positivo, decidiremos as providências a serem tomadas. Sabemos que Franca não está imune à doença”, disse o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira.
Há cerca de um mês, quando a ocorrência de novos casos da gripe no Brasil aumentou, o município criou um plano de contingência e de emergência para acompanhar a situação local. Até ontem 20 pessoas (inclusive os quatro suspeitos) estavam sendo monitoradas pela Secretaria de Saúde da cidade. Elas viajaram recentemente para áreas com risco de transmissão do vírus, especialmente EUA, Argentina e Chile, ou tiveram contato com alguém que esteve nesses países.
A pessoa monitorada passa a ser tratada como caso suspeito quando apresenta febre acima de 38 ºC associada a outro sintoma da gripe suína, como tosse, dor muscular ou dificuldade respiratória. Mas os sintomas devem ocorrer até dez dias depois da viagem. “Esse é o período de incubação da doença. A pessoa que teve contato com o vírus hoje terá a manifestação da doença em até dez dias”, disse Alexandre.
O grupo é acompanhado por profissionais da saúde a partir de visitas e contatos telefônicos várias vezes por semana. Nos hospitais e unidades de saúde, médicos e funcionários foram orientados a notificar a Vigilância Epidemiológica se atenderem pacientes com sintomas da doença. Agências de viagem também são consultadas periodicamente sobre a chegada de passageiros das áreas de risco. “A função do plano é monitorar o máximo de pessoas possível e trabalhar com elas com presteza e rapidez.
Temos também um plano de emergência para quando tivermos casos positivos sabermos como proceder”. Segundo o secretário, se for necessário, poderá haver suspensão de aulas e cancelamento de eventos em boates, por exemplo, se houver risco de contaminação.
No fim de abril, a Secretaria monitorou dois homens que haviam viajado para os Estados Unidos e estavam com suspeita da doença, mas os casos não foram confirmados.
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