Um dos encarregados pelo processo de recuperação judicial da Agabê, o advogado Reginaldo Estefaneli confirmou à reportagem do Comércio que o pagamento das parcelas do acordo com as 58 costureiras foi suspenso em fevereiro de 2008.
De acordo com Estefaneli, a paralisação dos pagamentos ocorreu porque os valores dos acordos estão sendo revisados. “Fizemos a análise dos acordos fechados e notamos que alguns valores podem possuir erros nos cálculos. Na próxima quarta-feira vamos fazer uma reunião com os representantes das costureiras para tentar resolver este problema”.
O advogado Dalvonei Correa, que representa o grupo de costureiras no processo judicial, disse que até ontem não havia sido procurado pelo departamento jurídico da Agabê para marcar a reunião. “Ninguém me informou nada sobre isso. A empresa está pagando normalmente os ex-funcionários que não entraram na justiça e isso configura privilégio, que é proibido por lei.
Quando procuro alguém para falar sobre o assunto, vira um jogo de empurra e nada é resolvido”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.