Doença do garoto Jheck para de evoluir


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Doença de Jheck Breener para de evoluir. Garoto vai completar 9 anos em setembro.
Doença de Jheck Breener para de evoluir. Garoto vai completar 9 anos em setembro.
Vítima de uma doença degenerativa que aos poucos paralisa seu corpo, Jheck Breener de Oliveira ainda sobrevive. O drama vivido pelo garoto ficou mundialmente conhecido em agosto de 2005, quando seu pai, Jeson de Oliveira, ameaçou pedir na Justiça autorização para desligar os aparelhos que mantinham o filho vivo. Jheck completará 9 anos em setembro. Há três anos, deixou a UTI do Hospital Unimed para viver em casa, ao lado de sua mãe, Rosemara dos Santos, 26. Como sentenciado pelos médicos, o menino não melhorou. Não fala, não anda e não movimenta os braços nem as pernas. Jheck vive deitado numa cama hospitalar, totalmente dependente. A alimentação com Nutren, suco e leite é feita por uma sonda fixa em sua barriga. O garoto não tem condições de respirar sozinho o tempo todo. Três vezes ao longo do dia e durante a noite inteira, depende do aparelho de respiração. Todos os dias tem crises convulsivas. O Hospital Unimed oferece fisioterapia domiciliar para evitar que seus membros atrofiem. Mas as mãos, braços e pernas não respondem ao tratamento. Desde que está em casa, ele engordou. A mãe acredita que esteja pesando 40 quilos. Quando deixou o hospital, estava com 27 quilos. Rosemara já não consegue segurar o filho sozinha, pois tem fortes dores nas costas e braços. Depende de ajuda. Dia sim, dia não, uma enfermeira da Unimed a ajuda na hora do banho. <b>Ouça aqui o depoimento de Rosemara dos Santos, mãe de Jheck:</b> <embed src="http://media.entertonement.com/embed/PlayerText.swf" id="1_dddf2e82_67db_11de_9fd4_0015c5f4d562" name="PlayerText" flashvars="auto_play=0&id=1_dddf2e82_67db_11de_9fd4_0015c5f4d562&meta_url=http%3A%2F%2Fwww.entertonement.com%2Fclips%2Fgjycmbynjd.query%3Fimage_size%3Dflash" width="304" height="30" style="float: left; margin-right: 10px;" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="false"></embed><a target="_blank" href="http://www.entertonement.com/clips/gjycmbynjd--18577"><img alt="Blank" border="0" height="0" src="http://www.entertonement.com/widgets/img/clip/gjycmbynjd/1/1_dddf2e82_67db_11de_9fd4_0015c5f4d562/blank.gif" style="visibility: hidden; width: 0px; height: 0px; margin:0; padding:0; float:right" width="0" /></a> <i>*Se não conseguir ouvir o áudio, clique <a target="_blank" href=" http://www.entertonement.com/clips/gjycmbynjd--18577"><u>aqui</u></i></a>. A rotina na casa de Jheck mudou bastante desde outubro de 2007 quando nasceu Rafael, segundo filho de Rosemara, com seu novo companheiro. Os cuidados precisaram ser divididos com o irmão. Rosemara não abre mão de ter o filho ao seu lado, mas desde o início deste ano resolveu renunciar à permanência direta com o garoto. Fez acordo com o Hospital Unimed e uma vez por mês seu filho fica internado por 15 dias. Nestas semanas, Rosemara aproveita para descansar, pagar contas e assumir outros compromissos. O médico Luiz Peixe, que acompanha o caso do menino desde o início, disse que era esperado que a doença evoluísse. Mas em Jheck, a síndrome estacionou. “O Jheck está bem e não teve complicações nos últimos anos. Achamos que ele é consciente e nos ouve, mas não consegue responder. É um ser inerte”. O garoto acompanha com os olhos as pessoas que entram em seu quarto. HISTÓRICO A doença do garoto é caracterizada pela ausência da enzima descarboxilase, que atua no cérebro. Sem essa substância, as mitocôndrias que produzem energia para ele andar, falar e fazer outros movimentos não funcionam adequadamente. A enzima não é produzida artificialmente. A doença é incurável e as sequelas irreversíveis. Os primeiros sintomas da síndrome surgiram nos primeiros anos de vida de Jheck. O menino chegou a andar e falar algumas palavras, como mamãe e papai, mas com apenas 4 anos, seu corpo paralisou totalmente e ele passou a viver preso a uma cama. Em abril de 2005, foi internado no Hospital Unimed. Cinco meses depois, seu pai disse que pediria a eutanásia na Justiça. A notícia foi publicada com exclusividade pelo Comércio da Franca. Depois do apelo da mãe de Jheck, ele desistiu da ideia. Com a repercussão do caso, Rosemara conseguiu apoio da comunidade e do governo estadual para comprar uma casa e montar uma miniUTI para o filho. No dia 16 de fevereiro de 2006, Jheck foi transferido da Unimed para o novo lar realizando o maior sonho da mãe. Ela acredita que um dia o filho voltará a ter vida normal (leia no apoio).

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