‘O meu filho ainda vai andar’


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Rosemara dos Santos está com 26 anos e tem uma vida de entrega. Fica 24 horas por conta de Jheck e do caçula Rafael, de 1,8 ano. Mesmo testemunhando dia a dia o sofrimento do primogênito, não perde a esperança nem a fé de voltar a vê-lo caminhando pelos cômodos da casa. Rosemara tem pouco contato com o ex-marido. Nos últimos três anos, ele visitou o filho uma vez em casa e outra no Hospital Unimed, em junho. Comércio da Franca - Como Jheck está? Rosemara dos Santos -Bem, muito bem. Na minha opinião, a doença dele estacionou. Não tenho percebido piora, graças a Deus. Melhora, infelizmente, ainda não teve. Comércio - Como foi a decisão de deixar o Jheck no hospital? Rosemara - No começo foi muito difícil, mas vi que era necessário porque não estava dando conta. O Jheck está pesado. Fui ficando esgotada. Não dava mais conta de cuidar dele, do meu outro menino e da casa. Eu me sentia culpada, como se tivesse desprezando meu filho por deixar ele no hospital, mas agora me adaptei. Comércio - Você se arrepende de ter trazido o Jheck para casa? Rosemara - De maneira alguma. É muito bom ter quem a gente ama do nosso lado. E não deixo de acreditar na força de Deus para pôr meu filho de pé de novo. Apesar de muita gente me desanimar, se for da vontade de Deus, o Jheck vai andar.

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