Todos temos o direito à paz. O direito de não ter medo do outro, o direito de ter as janelas abertas para o jardim e a porta franca a quem chegar. O direito de não temer as ruas cheias da multidão anônima, ou vazias na noite. O direito de não ter medo do medo.
O próprio Estado de direito é a primeira garantia contra a violência. É preciso dinamizar, com urgência, a ação da polícia e da Justiça. Ou a violência acabará institucionalizada.
O tema violência não sai da ordem do dia em Franca e região, simplesmente porque os fatos não deixam. Assiste-se diariamente a desfechos chocantes envolvendo acidentes, atropelamentos, roubos, assassinatos bárbaros e estupros. A coisa está feia. Penso até que a vida camufla a morte até a violência a encontrar, daí o lamento e o choro são inevitáveis para a maioria dos que se escondem ou a evitam.
O que será que os responsáveis pela segurança de Franca e região estão esperando para mostrar um projeto eficiente contra a violência? Às vezes, eu acho que eles esperam atingir certo número de mortos para tomar providências, ou acontecer um crime aterrorizante que choque o mundo.
Na sexta-feira da semana passada, no Jardim Brasilândia, em Franca, dois catadores de recicláveis foram mortos a machadadas por um desempregado. A brutalidade do crime chocou toda a cidade porque as vítimas foram surpreendidas quando ainda dormiam. No último domingo, na vila rural Jardim Primavera, conhecida como “Chora Nenê”, em Pedregulho, uma mulher matou o marido com mais de 15 facadas e, pasmem, contou que comeu parte do coração da vítima. Para chocar ainda mais a opinião pública, a assassina foi encontrada a poucos metros do corpo, dançando e cantando na sala da residência onde o casal morava.
A marca da violência está estampada também no rosto de uma menina de 9 anos de idade, vítima de estupro no Recanto Elimar III, em Franca, quando voltava da escola A marca da violência está ao nosso lado, todo dia e toda hora, tão vivas que podemos ver e sentir a qualquer momento. Estamos em guerra há muito tempo.
Viciados roubam para se drogar, os que têm fome roubam para comer, policiais se corrompem, políticos roubam para enriquecer, e no Senado, Sarney vai ser indiciado por formação de família. E os cidadãos brasileiros patrocinam tudo isso, que por ironia, são os que vivem presos em suas próprias casas - cheias de grades.
Cada político profissional de nosso País é diretamente responsável por essa violência. Só não dá para entender como eles conseguem colocar a cabeça no travesseiro e dormir. Talvez, porque estes que condenam nosso País a miséria social não consigam ver além de sua própria safadeza. Quantos inocentes mais precisam morrer para acordarmos? É muito difícil, diria impossível parar uma avalanche de uma vez, mas sei que podemos começar a pensar em alguma coisa e ver até onde isso vai parar!
Até lá é torcer para que, enquanto isso, a próxima vítima não seja você, eu ou alguém próximo!
<b>COFRINHO</b>
Nem mesmo com o lançamento de um milhão de novas moedas no mercado acabou o sufoco na hora de passar o troco. O hábito de guardar moedas em cofrinhos é que provoca essa falta. E desespera o comércio francano.
<b>CUIDADO COM O PORTUGUÊS</b>
Reforma ortográfica alguma irá adiantar para resolver as diferenças entre o português falado em Portugal com o falado no Brasil. O brasileiro que visitar o belo país de Camões e não for antes advertido, corre o risco de passar por alguns vexames. Os portugueses chamam chiclete de “pastilha elástica”; fila, de “bicha”; calcinha feminina, de “cueca”; salva-vidas de praia é “banheiro” e pão francês, “cacete”. E tem mais, moça é “rapariga” e menino é “puto”.
<b>TRISTE FIM</b>
Muitos anos não vão explicar o que aconteceu com o líder pop Michael Jackson. Overdose? É o mais provável. Ele tomava todo tipo de remédio para seus males e, para piorar, acumulou dívidas impagáveis. Apesar de ainda moço, o coração arrebentou, pulou demais e parou. As excentricidades de Michael contribuíram para piorar-lhe a cabeça já tão atazanada. Resta lamentar um final tão cedo e triste. Inteligente, criativo, mas megalomaníaco. Uma pena.
<b>CIRCULA NA INTERNET</b>
Antes as adúlteras eram apedrejadas, hoje não mais. Não acabou o adultério. Acabaram as pedras.
<b>NEGATIVO</b>
Apreender menores infratores, levá-los a uma delegacia e depois entregá-los novamente aos responsáveis. Essa via-crúcis é repetida inúmeras vezes sem nenhum resultado positivo. Os menores saem de casa e voltam a delinquir. Tempo perdido.
<b>POSITIVO</b>
Um jornal de qualidade se faz com profissionais competentes, ideias, prestação de serviços e ética. O jornal Comércio da Franca preenche todos os requisitos e soma, ainda, outras virtudes. Tudo adicionado faz com que o jornal, que caminha para o seu centenário, destaque-se como um dos melhores do Brasil, certamente o melhor das cidades interioranas. A nós, resta cumprimentar seus dirigentes pela extraordinária visão, aplaudir nossos repórteres, colunistas, revisores, secretárias e telefonistas, escriturários, entregadores, jornaleiros, contatos publicitários, funcionários da gráfica, motoristas, enfim, todos que trabalham neste jornal e não são vistos, por ocasião de mais uma data marcante, a passagem do 94º aniversário de fundação do nosso jornal, comemorado na última terça-feira e com uma belíssima edição especial sobre essa data significativa no jornal do próximo domingo.
<b>Edward de Souza</b>
<i>Jornalista e radialista</i>
edward@comerciodafranca.com.br
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