Perdeu um parente ou um amigo em Franca e está distante? A partir de hoje não será mais preciso viajar correndo para acompanhar a despedida. Se quiser, pode ficar em casa, no trabalho ou em qualquer outro lugar. Basta entrar na Internet e seguir pela tela do computador de qualquer parte do mundo. No lugar do velho telegrama, mensagens eletrônicas de condolências permitirão a interatividade com familiares do morto. O velório virtual acaba de chegar à cidade para encurtar distâncias e deixar as pessoas mais próximas na hora da dor.
Todos os meses, a funerária do empresário José Roberto Alves Silveira realiza uma média de 45 sepultamentos. Em 100% dos casos, acontece de algum conhecido estar longe e sem condições de chegar a tempo. De tanto se deparar com esta situação, ele começou a buscar uma alternativa para que os ausentes não ficassem sem se despedir do ente querido. Foi quando decidiu trazer para a cidade o serviço inédito em toda a região. De acordo com a Abredif (Associação Brasileira de Empresas e Diretores Funerários) existem 5 mil funerárias cadastradas no País. A Nova Franca é a décima a disponibilizar o velório virtual.
A empresa trabalha no projeto desde janeiro e investiu R$ 20 mil para que a transmissão das cerimônias fosse possível. Para isto, foram instaladas 14 câmeras, algumas de alta definição, em três salas ocupadas pela funerária no Velório São Vicente de Paulo. “Onde quer que esteja, a pessoa poderá acompanhar o velório em tempo real. Para isto, basta que entre em nossa página eletrônica, acesse o link e baixe o programa para poder ver as imagens”, comentou o gerente Gerson Trovatto.
As câmeras foram dispostas nas salas para que o parente distante possa ver as pessoas que estão acompanhando e, é claro, o morto. As imagens não serão liberadas para todos que acessarem a página. Para garantir a privacidade, a empresa fornecerá uma senha ao interessado com a autorização da família. Os clientes da funerária não vão ter gasto extra com o serviço. Precisam apenas fazer parte do Plano Ouro, que já disponibiliza um enfermeiro para primeiros socorros caso alguém passe mal no velório.
Em abril, o radialista Valdes Rodrigues estava nos Estados Unidos quando foi informado da morte do irmão Alcedino Rodrigues Neto. Não teve como acompanhar. “De onde eu estava, demoraria cerca de 20 horas para chegar a Franca. Não poder estar presente para a despedida é muito difícil. Acredito que a transmissão pela Internet seja uma solução interessante para estes casos”.
Depois de colocar o velório no mundo virtual, a funerária começou a elaborar um projeto para oferecer um cerimonial nas salas, com a apresentação de fotos e depoimentos para contar a história do falecido. Será o arquivo confidencial do morto.
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