A Justiça condenou a 26 anos de cadeia em regime fechado o sapateiro desempregado Rogério Luciano Alves, 28. Ele era acusado de assassinar em agosto do ano passado a vendedora Kenia Bruna Bazon, 22, dentro da residência dela no Parque Vicente Leporace. Ele foi denunciado pelos crimes de latrocínio (matar para roubar) e estupro. Na ocasião ficou apurado que Kenia foi morta por asfixia mecânica ou sufocação, além de apresentar evidências de estupro.
A condenação de Rogério Luciano Alves foi assinada pelo juiz auxiliar da 3ª Vara Criminal Paulo Sergio Jorge Filho, no último de 16 de junho. Ele foi denunciado nos artigos 213 e 157 parágrafo terceiro pelo Promotor de Justiça Ivan Nascimento de Castro e a justiça acatou todas as acusações. A advogada de defesa do réu, Thereza da Silva Rici, não foi encontrada ontem em seu escritório para comentar a decisão, mas ainda poderá apresentar recurso da sentença. O promotor Ivan Nascimento também não quis comentar seus trabalhos no julgamento.
Com base nos depoimentos e provas apuradas pela divisão de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), a Justiça decretou a prisão preventiva de Rogério Luciano, cinco dias depois do crime. Testemunhas informaram aos investigadores que, na ocasião, viram o acusado conversando com a vítima no portão da casa dela durante a manhã do dia em que ela foi morta. O acusado a princípio negou, mas após ter seu álibi derrubado confessou o assassinato. O sapateiro aguardou o julgamento preso em Pedregulho.
[FOTO2]
O delegado Márcio Murari, que trabalhou nas investigações em torno do crime disse estar satisfeito com a decisão judicial. Para ele as provas juntadas foram imprescindíveis na elaboração do inquérito que culminou na condenação do acusado. "A condenação foi justa pela barbárie do crime. Claro que nada vai trazer a vida da vítima de volta, mas para nós policiais é um consolo saber que o trabalho de uma certa maneira trouxe este resultado", disse Murari.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.