Casal viaja três horas para vender abacaxis


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O casal Vanúncia Moraes, 33, e Rui Oliveira, 34, viaja três horas duas vezes por semana para vender os abacaxis que produzem. Os dois são de Frutal (MG) e alugam um box na Ceasa. Para ambos, o esforço vale a pena. “Por semana, chegamos a vender até 5 mil frutas, isso compensa a viagem e os nossos gastos”. Edvaldo Teixeira, 34, que entrou para o ramo há três anos, vende verduras e frutas que compra de pequenos agricultores da região. Como mora em São José da Bela Vista, tem que, literalmente, madrugar para arrumar tudo e estar na Ceasa antes do sol nascer. “É preciso ter coragem. Por causa do horário de trabalho é muito difícil”, disse Teixeira que acorda às 2 horas da madrugada. O que não consegue vender no local comercializa nas ruas de São José. Com a comercialização das verduras, Teixeira mantém um faturamento médio de R$ 700. Os preços praticados na Ceasa são determinados pelos próprios produtores que têm por base uma cotação feita pelo orientador de mercado Reinaldo Paceto. Como na maioria dos casos, não há intermediários, os valores costumam ser menores que os praticados em feiras ou varejões. COMPRADORES Às 7 horas os compradores entram na Ceasa. Israel Lopes, 67, sai cedo de Cristais Paulista para comprar frutas e legumes. Primeiro faz uma pesquisa e compra de quem oferece o melhor preço. Marlene da Cunha Silva, 62, compra na Ceasa para revender no mercadinho que tem no Paulistano II. Toda a compra vai apertada no bagageiro do Gol. Gosta de chegar cedo para escolher jiló, pimentão, batata, tomate, laranja e mexerica. “Chego meia hora antes de abrir para evitar a fila que se forma na entrada da Ceasa”. As donas de casa também podem comprar no local, mas dificilmente são vistas por lá já que a maioria dos comerciantes vende apenas no atacado.

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