Na manhã de domingo, Lídia Barbosa da Silva abriu a janela da casa onde mora, como faz todas as manhãs, e saiu para conversar com os vizinhos. Sua atitude de andar de um lado para outro pelas ruas do vilarejo não chamou a atenção.
Acostumados a conviver com as crises de sanidade mental da mulher, àquela hora ninguém imaginava que as paredes da residência da Rua Barão de Mauá, no Jardim Primavera - conhecido como “Chora Nenê”, em Pedregulho -, escondia um crime violento.
“Ela veio conversando comigo, me chamando para ir na casa de minha irmã. Falei para ela que não podia. Ela me abraçou e vi que ela tinha uma faca na cintura. Nunca imaginei que a Lídia poderia ter feito isso”, disse a vizinha Lázara Ribeiro.
A acusada teria denunciado o crime por volta das 9 horas. Ela chamou um outro vizinho na janela de sua casa e mostrou marido morto sobre a cama.
De acordo com a testemunha, a acusada estava alegre, cantando e dançando ao lado do corpo do homem. “Ela falou: ‘Vem cá Zé. Olha o Tonho. Olha o que a onça fez com ele. Arranhou o rosto dele e arrancou o olho’. Eu perguntei porque ela fez aquilo e ela me disse: ‘Ele estava me judiando e quase me matou essa noite’. Ela ainda falou que comeu um pedaço da carne dele e estava muito salgada. Depois contou que arrancou o olho dele”, disse José Carlos Rodrigues, 58, também vizinho do casal.
Ainda de acordo com vizinhos, Lídia Barbosa da Silva era casada há mais de 12 anos com a vítima. Mesmo com um relacionamento conturbado, o casal teve três filhos que foram retirados de seu convívio pelo Conselho Tutelar de Pedregulho há mais de 8 anos. Não foi informado com quem as crianças ficaram.
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