Então, que definitivamente acabemos com o ensino. Um bom engenheiro também não se faz nas escolas e sim quando faz bons estágios e quando põe a mão na massa, participando da execução de obras. Acabemos com as escolas! Que todos aprendam diretamente nas obras. Que os pretendentes a médicos já se apresentem diretamente a hospitais e aprendam no trabalho do dia-a-dia! Não precisam também de escolas os advogados. Podem começar frequentando os fóruns, porque é ali, no dia-a-dia, que se aprende... Srs. jornalistas: se tudo isso for defendido, estarei ao lado de vocês em suas colocações. Não façam apenas como causa própria (...).
Antônio Alves Pereira Filho
Franca - SP
*****
Concordo com a decisão do STF e os argumentos da Objetiva deste Comércio (leia em http://www.comerciodafranca.com.br/materia. php?id=44457), mesmo estando no 4º ano do curso de Jornalismo. O que de mais importante aprendi sobre a profissão jornalística nesses anos de universidade, é que não basta diploma, mesmo! Jornalismo é ideologia. Para suportar as pressões, a rotina de trabalho, o baixo salário, não dá para encarar como uma atividade qualquer. Alguns, por vaidade, outros pelo dom da escrita ou da fala, alguns querendo mostrar o belo rosto na TV ou a voz potente no rádio. Vários são os motivos que fazem com que jovens procurem os cursos de jornalismo para qualificação. Parece até engraçado, mas é uma profissão ainda muito glamourosa aos olhos de alguns. Escolhi esse curso por gostar de ler jornais, revistas, assistir telejornais. Sempre admirei as matérias especiais do Globo Repórter e do Fantástico. Ir a lugares exóticos, conhecer culturas diferentes, pessoas interessantes. Essa era minha visão pré-curso. A realidade me fez enxergar que existe tudo isso bem perto de nós e que o verdadeiro jornalismo se constrói com personagens cotidianos. Acompanho os dilemas enfrentados por colegas de sala que já estão na atividade jornalística em diversas mídias. Só se aprende o ofício jornalístico na prática, e isso é inegável. Acho que a importância da universidade seria possibilitar reflexões sobre o fazer jornalístico, os dilemas éticos, a relação com a sociedade. Não dá para ficar 4 anos aprendendo a fazer um lead! Os projetos curriculares desse curso precisam ser revistos no País. Com a decisão do STF, ganham os leitores, ouvintes, telespectadores, internautas, que receberão informações de profissionais de variadas formações, contribuindo para o enriquecimento do ofício jornalístico, o que, na prática, sempre aconteceu.
Dagner Marangoni
Franca - SP
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.