Os francanos viveram uma semana violenta como há muito não se registrava na região. Além das dezenas de acidentes com vítimas leves, foram registrados três assassinatos, um acidente com ônibus escolar, o estupro de uma menina de 9 anos e a morte de duas pessoas, vítimas de atropelamentos.
A semana começou violenta desde as primeiras horas. Na madrugada de domingo, um adolescente de 15 anos matou o serviços-gerais Wanderson César Rodrigues, 20, com dois tiros no peito e um na cabeça. O crime teria acontecido após uma briga. A arma foi entregue ao rapaz pelo pai dele, indiciado como coautor. O adolescente se entregou na terça-feira e confessou a autoria do homicídio.
Na terça-feira, a colisão entre um caminhão basculante carregado de terra e um ônibus que transportava 48 estudantes com idades entre 10 e 17 anos quase terminou em tragédia. O acidente ocorreu no trevo de entrada de Pedregulho, por volta das 12h30, após veículo escolar ser atingido próximo ao seu eixo traseiro. Com o impacto, o ônibus tombou e deslizou cerca de 100 metros antes de parar no meio da pista da Rodovia Jonas Ferreira Coelho.
No dia seguinte, a polícia comprovou o estupro de uma menina de 9 anos. A violência teria ocorrido na segunda-feira após a garota sair da escola, por volta das 18 horas. Ela teria sido agarrada por um homem em uma das ruas do Recanto Elimar III - bairro onde mora - e levada para uma construção, onde o estupro foi consumado. Nas 24 horas seguintes, a polícia identificou e prendeu o suspeito, que foi reconhecido pela criança, mas nega todas as acusações.
E uma série de acontecimentos violentos marcou a sexta-feira em Franca. Às 6h30 da manhã, o eletricista Evandro Ferreira dos Santos, 64, morreu ao ser atingido em sua bicicleta por um Gol, em uma avenida do Jardim Paulista.
Horas depois, um bárbaro assassinato vitimou o casal Joaquim Correia, 52, conhecido como “Quinca”, e Abadia das Dores Policarpo, 62, a “Bigail”. Eles foram mortos a machadadas pelo desempregado Jéferson Eurípedes dos Santos da Silva, 19, o “Bil”, que confessou o crime.
À tarde, a aposentada Sebastiana Moura Rocha Esteves, 72, morreu na Santa Casa. Ela caminhava pela calçada da Rua Minas Gerais quando foi prensada contra um muro por uma S10 desgovernada.
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