O depoimento do acusado durou três horas na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Ao lado de uma advogada, Jéferson Eurípides dos Santos Silva, contou detalhes de como sozinho matou o casal. “Bil”, disse que seus parentes que foram detidos não tiveram participação no assassinato e sequer sabiam do crime ou suas motivações.
De acordo com depoimento colhido pelo delegado Márcio Murari, o acusado entrou no imóvel do casal por volta das 4 horas, logo depois que chegou da rua, onde trabalhou como flanelinha. "Ele disse que tomou algumas cervejas com o irmão, um amigo e o cunhado, após saírem de uma festa onde vigiaram carros. Os outros entraram e foram dormir. O Jéferson, que mora num cômodo separado da casa dos demais, pegou um machado do avô e foi no imóvel das vítimas onde as matou", disse Murari.
A primeira vítima a ser atacada pelo marginal foi Abadia Policarpo. O rapaz disse que entrou e foi rumo à cama da mulher. Ela teria inclusive percebido a invasão, o reconhecido e xingado. Mas não teve tempo para mais nada. Foram dois golpes, o primeiro contra o rosto e o outro na cabeça. O companheiro de Abadia, deitado na cama ao lado, acordou e ao tentar se levantar, também foi golpeado na cabeça.
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Depois de matar os dois, ele arrastou os corpos e os jogou na mata. "Ele não mostrou nenhum tipo de arrependimento e contou tudo e todos os detalhes com muita frieza", disse Murari.
O acusado alegou para a polícia que vinha revoltado com as atitudes de Abadia. Segundo ele, a vítima o teria acusado de estupro, fato registrado em março na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca.
Depois a própria vítima mudou a versão dizendo ter sido agredida e não quis representar criminalmente contra Jéferson. “Não ficou apurado crime de estupro e a mulher disse que o Jéferson não estava mais lhe ameaçando e era para deixar aquilo parado”, disse Murari.
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