Mendigos transformam área de lazer em moradia


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EM GRUPO -Mendigos são vistos na Praça Ana Nicácio ao lado de várias embalagens com pinga
EM GRUPO -Mendigos são vistos na Praça Ana Nicácio ao lado de várias embalagens com pinga
Quinta-feira, 13 horas. Cinco homens são vistos parados na Praça Ana Nicácio, na Estação. Três deles dormindo. Um no banco, outro no chão e um sobre a grama. Ao redor, marmitas e dez embalagens de pinga. Em outro ponto da cidade, o espaço destinado à prática de esportes foi transformado em moradia de mendigos. O campo de malha no Jardim Centenário é usado por moradores de rua como banheiro, para cozinhar e consumir drogas. Esses problemas são vividos há meses e não são isolados. A impressão que se tem é que o número de pedintes em Franca aumentou. Moradores e comerciantes que ficam próximos aos pontos onde estão instalados se sentem incomodados e com medo. Em plena Avenida Adhemar de Barros, homens ocuparam o espaço antes usado por jogadores de malha. Num dos cantos, espalham cobertores, um fogão a lenha montado com tijolos no chão e caixas de papelão que recolhem nas ruas para vender e, segundo eles próprios, usar o dinheiro para comprar pinga. Na outra extremidade, poças de urina e um cheiro insuportável denunciam o uso da área como sanitário. O Comércio abordou quatro mendigos ontem. Todos estavam bêbados. Isaú, 43, enquanto tomava mais uma dose de pinga no bar, falou sobre sua história. Disse que veio de Goiânia para Franca e trabalhou como motorista durante anos, mas está desempregado desde 2005. Alega que mora na rua por não se dar bem com os parentes. Ele dorme enrolado em um cobertor no campo de malha, onde também vivem outros três companheiros seus. “Todo dia bebo pinga. Sou alcoólatra. Mas não faço barulho. Sou educado”. Uma senhora que preferiu não se identificar mora e trabalha no Jardim Centenário e se sente ameaçada pela presença dos moradores de rua. “Eles ficam usando drogas, traficando. Tenho medo porque esse povo vê a hora que a gente sai de casa e a hora que chega. Eles fazem arrombamento nos comércios. As invasões aqui aumentaram muito desde que estão aqui”. Ela gostaria que o grupo fosse retirado do bairro ou o espaço que ocupam desmanchado. Morador na Vila Santos Dumont, Henrique da Silva, 63, é outro observador do comportamento dos pedintes na Estação. “Geralmente eles andam da Igreja São Judas até aqui, na Estação. Ficam sentados nos bancos ou pedindo coisas nas casas. Acho que a Prefeitura deveria acompanhá-los”. O secretário de Ação Social, Roberto Nunes Rocha, disse que a oscilação no número de moradores de rua é natural. “Em algumas semanas aumenta e em outras diminui. Estamos falando de pessoas”. Segundo o secretário, as pessoas decidem morar na rua quando têm algum trauma familiar, estão desempregadas ou possuem problemas com drogas. O programa Busca Ativa, da Prefeitura, tenta tirá-las das ruas, mas seus resultados são a longo prazo. <b>Ouça abaixo a reportagem de Nelise Luques:</b> <embed src="http://media.entertonement.com/embed/PlayerText.swf" id="1_19ac2404_6310_11de_9673_0015c5f4d562" name="PlayerText" flashvars="auto_play=0&id=1_19ac2404_6310_11de_9673_0015c5f4d562&meta_url=http%3A%2F%2Fwww.entertonement.com%2Fclips%2Fqqpgrwktcw.query%3Fimage_size%3Dflash" width="304" height="30" style="float: left; margin-right: 10px;" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="false"></embed><a target="_blank" href="http://www.entertonement.com/clips/qqpgrwktcw--18563"><img alt="Blank" border="0" height="0" src="http://www.entertonement.com/widgets/img/clip/qqpgrwktcw/1/1_19ac2404_6310_11de_9673_0015c5f4d562/blank.gif" style="visibility: hidden; width: 0px; height: 0px; margin:0; padding:0; float:right" width="0" /></a> <i>*Se não conseguir ouvir o áudio, clique <a target="_blank" href=" http://www.entertonement.com/clips/qqpgrwktcw--18563"><u>aqui</u></i></a>.

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