Gráfico é condenado, mas pode recorrer em liberdade


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O gráfico William Pessoni, 27, foi condenado ontem em primeira instância pelo Júri de Execuções Criminais a seis anos de reclusão em regime semiaberto pelo crime de assassinato. Pessoni era acusado de ter matado em maio de 2008 o adolescente Lucas Freitas de Passos, 17 anos. A sentença ainda em fase de recurso garante ao réu o direito de aguardar o julgamento final - sem data marcada - em liberdade. O gráfico já vinha respondendo ao processo de homicídio em liberdade. O julgamento começou por volta das 9 horas, sendo presidido pela juíza substituta Maria Tonoli Angeli, que acatou a decisão do júri. O crime pelo qual William foi condenado ocorreu no dia 13 de maio do ano passado. De acordo com o apurado pela polícia, o gráfico foi até a casa do adolescente, onde também funcionava um bar, e o chamou. A vítima saiu para atendê-lo e tomou quatro tiros. O menor foi socorrido até a Santa Casa, mas morreu na manhã seguinte. A motivação do crime seria passional. O menor havia mantido um relacionamento amoroso com uma balconista de 18 anos, namorada do acusado. William após ter efetuado os disparos fugiu para o shopping, ao lado da namorada, pivô da briga, e se entregou à polícia dois dias depois da morte do adolescente. No depoimento à polícia, o acusado disse que foi até a casa de Lucas para conversar na tentativa de resolver o problema. Ele alegou que Lucas fez um movimento. Como achou que ele estava armado, sacou o revólver e efetuou os disparos. A denúncia de acusação foi oferecida pelo promotor de Justiça Odinon Nery Comodaro, que trabalhou com a tese de que William teria agido de maneira racional, com a intenção realmente de matar o menor. Já o advogado de defesa, Emerson Vasconcelos de Oliveira, atuou defendendo que seu cliente teria sido motivado por violenta emoção ao saber que a vítima estava tentando sair com sua namorada e o havia ameaçado de morte.

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