Na zona sul, bares voltaram a ocupar calçadas, principalmente nos fins de semana. As mesas e cadeiras fazem propaganda gratuita de cerveja. Menores continuam bebendo até altas horas da madrugada. Ainda assim, tem vereador querendo incrementar as ilegalidades, a partir de interesses pessoais. O transeunte tem que dividir as ruas com veículos. As calçadas não são mais do povo, mas instrumentos de lucro de poucos particulares. O direito de ir e vir era antigo e foi revogado. O odor de urina nas calçadas e a sujeira que fica com a bebedeira não permitem nem a fila indiana para os cadeirantes, idosos, gestantes, deficientes, e os de mobilidade reduzida. Na periferia, pessoas ignorantes têm mania de lembrar que "a rua é pública", dizendo que se pode fazer de tudo livremente, como jogar bola, lixo, beber, alimentar-se etc. Esquecem-se de que, na verdade, rua não é pública senão para transitar, carregar e descarregar. O que passa disso, só com autorização especial das autoridades.
Alexandre Ribeiro
Franca - SP
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