A união faz a farsa


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No longínquo `reino` de Brasília, além da SSS – `Sociedade Secreta do Senado`, passível de confusão com $$$, que se institucionalizou para achincalhar com a honra e a dignidade do povo brasileiro, segue, sem oposição, a política de propaganda ao estilo Goebbels. Esse indivíduo foi ministro da Propaganda de Hitler, cujo intento era o de manter a imprensa adestrada. Alguns princípios seguidos por esse sujeito e pelo nosso `marqueteiro oficial`, aplicados aqui, é o que se supõe, imprimem orientações que numero. Um: "princípio da orquestração" – `Se uma mentira se repete suficientemente, acaba por converter-se em verdade. As peças devem ser veiculadas simultaneamente em vários meios de comunicação, atingindo intensivamente o alvo, com a mesma mensagem, várias vezes ao dia`. A mente do povo brasileiro está infestada dessas falsas verdades, tais como o `Brasil é de todos`, a `Educação está a melhorar`, `O PAC funciona`, `a compra oficial de votos na distribuição de miséria, digo, de cestas básicas, é política social`, enfim, a listagem é imensa. Só para se ter uma ligeira ideia da farsa, a revista britânica The Economist, publicou no início de junho um trabalho sobre as instituições de ensino no Brasil, e destacou `como lamentável a má formação dos professores, os altos índices de repetência dos estudantes, concluindo que a educação no Brasil emperra o crescimento do país`. Dois: "princípio da transposição" – Imputar sobre o adversário os próprios erros ou defeitos, respondendo o ataque com o ataque. `Se não podes negar as más notícias, inventa outras que distraiam". Olavo de Carvalho, em uma experiência filosófica, escreveu: `Todos os militantes de esquerda mortos pela repressão à guerrilha eram pessoas envolvidas de algum modo na luta armada. Entre as vítimas do terrorismo, ao contrário, houve civis inocentes, que nada tinham a ver com a encrenca. Mesmo depois de subir na vida e tomar o governo, tornando-se poderosos e não raro milionários, os terroristas jamais esboçaram um pedido de perdão aos familiares dessas vítimas, muito menos tentaram lhes dar alguma compensação moral ou material. Nada, absolutamente nada, sugere que algum dia tenham sequer pensado nessas pessoas como seres humanos; no máximo, como detalhes irrisórios da grande epopeia revolucionária. Em contrapartida, querem que a opinião pública se comova até as lágrimas com o mal sobrevindo a eles próprios em retaliação pelos seus crimes, como se a violência sofrida em resposta à violência fosse coisa mais absurda e chocante do que a morte vinda do nada, sem motivo nem razão`. E três: "Princípio de renovação" – `Divulgar constantemente informações e argumentos novos a um ritmo tal que quando e se o adversário responder, o público já esteja interessado em outra coisa`. `As respostas do adversário nunca irão poder rebater o nível crescente de acusações`. É o caso recente da CPI da Petrobras, empresa estratégica e mina de ouro de políticos do PT e de seus `aliados`, deixou de ser importante em face dos indecentes, imorais e desprezíveis atos secretos do Senado Brasileiro. Nessa política de desmonte, nessa desordem geral, qual é o papel das pessoas de bem? O que o nobre leitor tem em mente? Estaremos condenados a nos `alimentar` apenas das mentiras engendradas nos centros do poder para nos manter alienados? Será que continuaremos a `dar nossa opinião sobre tudo, sem conhecer nada`? Seremos devorados pelas banalidades advindas de veículos de imprensa controlados pelo governo? Sofreremos um `enfarto mental` pelas `gorduras` da mentira a nos tornar obesos do raciocínio? Nadir Ap. Cabral Bernardino Advogada formada pela FDF, pós-graduada em Política e Estratégia e Direito Ambiental

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