Em nosso País produzem-se, anualmente, centenas de pesquisas sobre educação, seja em cursos de graduação ou de pós. Enquanto educador, vejo que a quase totalidade dessa produção tem servido basicamente para a obtenção de títulos acadêmicos. Muitas das abordagens feitas sobre as mazelas da educação estão completamente distantes da complexidade de uma sala de aula, o que proporciona a visão simplista de que soluções são muito fáceis de serem aplicadas. Para agravar a situação, observa-se que certos profissionais, que tantas dificuldades tiveram quando estavam em sala de aula, ao ocuparem outros cargos ou funções dentro no âmbito da educação, passam a se sentir conhecedores dos problemas e criadores de soluções. Enfim, há um profundo abismo entre o discurso alimentado por muitos e a própria realidade escolar.
Dársio C. Batista
Franca - SP
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Os valores éticos e morais foram deixados de lado. Vivemos em uma sociedade com muita desigualdade social. Cada um pensa apenas em sua própria vida. O que vale é amealhar bens materiais. A culpa é do capitalismo desenfreado. Pais, em busca do que é material, não encontram tempo suficiente para dar atenção aos filhos. Enquanto competem entre si, seus filhos vão para a rua, depois da escola. Escola de tempo integral, de indispensável, vira discurso. Essa combinação – Estado que não oferece a educação que é necessária e pais que não têm tempo para os filhos – é explosiva. Jovens sem regras e limites apreendidos em casa e escolas sem capacidade de ensinar definem um negro futuro. Precisamos repensar como criar os filhos...
Mateus Menezes do Nascimento
Franca - SP
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